quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

VERÃO - Kalidasa

Verão                                                             Foto: Fred Matos

Kalidasa (Tradução: Maurice Wrigth)

O perfume que os leques de seda
Espalham sobre os seios das belas mulheres,
As pérolas sobre a pele bronzeada,
As canções, o som das harpas
E o canto das aves,
Tudo isso desperta o deus do amor,
Fazendo nascer novas alegrias e novos tormentos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Odô Yá Iemanjá!

EU NÃO SOU - RAMANA MAHARSHI

1. O CORPO FÍSICO

2. OS 5 ORGÃOS            OLHOS  OUVIDO   NARIZ       LINGUA   PELE
    DE PERCEPÇÃO         --------   ----------    -------        ----------   ------
    SENSORIAL                VER       ESCUTAR  CHEIRAR  GOSTO    TATO

3. OS 5 ORGÃOS            VOCAL (articulador da palavra)

    DE ATIVIDADE           MÃOS E PES (governam os movimentos)

    EXTERNA                    ÁNUS (excretor da matéria)
                                          GENITAIS

4. AS 5 FÔRÇAS             RESPIRAÇÃO, DIGESTÃO, ASSIMILAÇÃO,
    VITAIS QUE                CIRCULÇÃO, TRANSPIRAÇÃO, EXCREÇÃO
    CONTROLAM

5. A MENTE PENSANTE

6. NEM MESMO, AQUÊLE ESTADO INCONSCIENTE DE IGNORÂNCIA

    QUE MERAMENTE RETEM AS LATÊNCIAS SUTIS DA MENTE.

    O QUE SOBRA, O QUE RESTA, O QUE FICA, O QUE PERMANENCE,

    ISTO É O QUE     EU SOU  (CONSCIÊNCIA)
Extraído do livro Auto investigação

sábado, 4 de dezembro de 2010

A RODA DAS ARMAS AFIADA

Imagem do Google


A Roda das Armas Afiadas


Um Treinamento Mahayana da Mente



Por Dharmaraksita



Texto Trazido da India por Atisa (982-1054) Trad. do tibetano por Geshe Ngawang Dhargyey et alii. Trad. em Port. de R. Samuel



15.

Quando nós nascemos em condições opressivas e

miseráveis,

Esta é a roda de armas afiadas retornando,

Círculo dentro de nós cheio de injustiças que fizemos.

Até agora nós sempre tivemos uma perspectiva

negativa—

Nós criticamos os outros, vendo só suas falhas.

Daqui por diante cultivemos sentimentos positivos

Vendo nossos ambientes como imaculados e puros.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

25 DE NOVEMBRO: DIA MUNDIAL SEM CARNE (Meatless Day)

O Dia Mundial sem Carne, Meatless Day, é uma campanha lançada para envolver tanta gente quanto possí­vel num compromisso de se abster de toda a comida oriunda de violência (carnes bovinas, de aves, peixes, etc), pelo menos neste dia.




Essa campanha foi criada pela Missão Sadhu Vaswani, de um santo da Índia moderna cuja filosofia de vida inclui compaixão por todas as criaturas. Sadhu Vaswani foi um Profeta da Reverência à Vida, a voz dos sem voz. A campanha do Meatless Day é um alerta sobre a destruição provocada pela inconsciência do homem que queima as matas sem a menor compaixão pelas espécies que vivem nas florestas.



Um alerta para o homem que ainda guarda o espí­rito predador, que retira de seu habitat os animais, deformando sua constituição genética para o próprio prazer e uso; o homem que fere mortalmente a terra da qual obtém a vida; o homem, único animal realmente nocivo, que mutila, fere e mata, sob tormentos cruéis, animais sem defesa.



Um alerta para que este ser chamado homem, detentor único da racionalidade, corrija suas atitudes, resgate o respeito pelos seus semelhantes e viva em harmonia e reverência com o milagre diário da Natureza.







Neste dia, alimente um animal, ao invés de se alimentar dele!











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Texto extraí­do do Jornal de Yoga, boletim informativo da Casa de Yoga Shanti Om, nº 25, de outubro/novembro/dezembro de 2001, ano VI, de Joinville, SC. Digitado por Cristiano Bezerra em novembro de 2001.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

AUTOCONHECIMENTO - SWAMI DAYANANDA SARASWATI




Então, o que eu sou? Em termo de realidade sou um mortal? Serei as células que constituem meu corpo físico? Serei meus pensamentos ou serei mais? Este assunto está sujeito a um questionamento.

Exatidão em termo de um conhecimento bem-estabelecido a respeito de mim mesmo não ocorre sem que eu analise e negue aquilo que não sou. Devo ser capaz de negar todas as noções que tenho mantido acerca de mim mesmo e claramente ver o que sou. Aqui não estamos falando sobre uma exatidão de convicção ou determinação, falamos sobre o autoconhecimento, jnanam , que pressupõe muita analise.



Queremos ser o total e acontece que somos o tal. É por isso que não podemos aceitar nada menos do que isso.



Os prefixos upa e ni referem-se a um conhecimento bem-estabelecido sobre aquilo que é o mais próximo: atma. Este conhecimento é o que significa autoconhecimento. No despertar deste conhecimento, tudo o que é indesejável, todo sofrimento é desgastado e destruído.

Agora a questão é se esses sentimentos indesejáveis poderão retornar. Posso destruir o sofrimento temporariamente indo dormir, mas ao despertar, a tristeza retorna. Não é essa desintegração semelhante ao corte de uma árvore? A árvore é cortada, mas se suas raízes não forem arrancadas, o que originou a arvore permanecerá, tornando possível o seu retorno. O que veio uma vez pode voltar. Assim como as dores de cabeça e a fome: nós as removemos, mas elas voltam. Da mesma forma, os sofrimentos que são temporariamente resolvidos podem retornar.

Se o autoconhecimento remove o sofrimento apenas temporariamente, não é a ultima resposta para acabar com o sofrimento humano. Este problema é tratado pelo segundo significado da raiz sad: destruindo ou arrancando totalmente. Assim como uma arvore deve ser arrancada com sua raiz para ser eliminada permanentemente, o conhecimento definitivo do Ser destrói o sofrimento juntamente com sua causa, de modo que não aja possibilidade de ele retornar. Como o autoconhecimento destrói todo sofrimento, a causa só pode ser a auto-ignorância – ajnanam.



Extrído do “As Upanishads e o autoconhecimento”

Vidya – Mandir Editorial - 1998