Uma ética para o novo milénio Sabedoria milenar para o mundo de hoje
Livro do Dalai-lama
Na contra capa do livro:
“Quanto mais coisas vejo no mundo, mais claro fica para mim que, sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos ser felizes e evitar os sofrimentos.
Constato que, de modo geral, as pessoas cuja conduta é eticamente positiva são mais felizes e satisfeitas do que aquelas que se descuidam da ética. Tentarei mostrar neste livro o que quero dizer com a expressão ‘conduta ética positiva’.
Uma revolução se faz necessária, mas não uma revolução política, ou econômica, ou até mesmo tecnológica. O que proponho é uma revolução espiritual.
Ao pegar uma revolução espiritual, estaria eu defendendo uma solução religiosa para nossos problemas? Não. Cheguei à conclusão de que não importa muito se uma pessoa tem ou não uma crença religiosa. Muito mais importante é que seja uma boa pessoa.
Estas declarações podem parecer estranhas, vindas de um personagem religioso. Porém, sou tibetano antes de ser Dalai-Lama, e sou humano antes de ser tibetano. Portanto, como ser humano tenho uma responsabilidade muito maior – uma responsabilidade que na verdade todos temos.”
Sua santidade, o Dalai-Lama
Uma ética para o novo milenio é o que estamos precisando mesmo!
1º) Instale embaixo da pia/tanque do atelier uma caixa de decantação. Pode ser uma simples caixa d'água de 50 litros, onde a água da lavagem deverá decantar antes de escoar pelo cano do esgoto.
2º) Caso a sua pia não permita esse tipo de improvisação, você pode usar um processo ainda mais rudimentar. Pegue um cano da bitola exata da saída do ralo da pia com um comprimento de uns 10 cm e coloque-o no ralo, de forma que uns 7cm fiquem de fora. Assim a água não conseguirá escoar totalmente e criará o efeito do decantador.
3º) Está achando isso tudo muito complicado? Isso não é desculpa! Agora se você não se ajeitou com nenhuma das anteriores, vem a dica mais simples de todas. Mantenha um balde de uns vinte litros com água sobre uma bancada ou próximo da pia. A partir de então, só lave pincéis ou raspe esmalte de peças nesse balde. Qualquer resíduo de esmalte deve ser jogado nesse balde.
4º) E quanto o que fazer com os resíduos que foram salvos de contaminar os oceanos?
I - Se você estiver usando os processos descritos nas dicas 1º e 2º, provavelmente os metais pesados estarão misturados com argila. Assim, quando você for limpar a caixa ou a pia, deverá colocar esse lodo junto da barbotina para reciclar. Assim, os metais pesados serão incorporados à massa das nossas peças futuras.
II - Se você está usando a 3ª dica então pode recolher esse material e juntar ao balde de misturas ou "lixo" de esmalte. De ambas as formas os metais pesados não irão contaminar os esgotos e os oceanos.
5º) Reaproveitando pilhas usadas!
Sabe aquela pilha grande usada que você jogou fora e contaminou a natureza. Dentro dela (e das pequenas e médias também) existe uma razoável quantidade de óxido de manganês. Se você tiver paciência para abrí-la, terá umas 50 gramas de colorante (manganês) reciclado. Dá um pouco de trabalho mas o meio ambiente agradece.
6º) Você tem uma sucata de fios de cobre "mofando" em uma caixa que não servem mais nem para pequenos reparos elétricos?
Não os jogue fora!(principalmente no lixo doméstico). Com eles você pode conseguir produzir o óxido de cobre, que é um colorante pelo qual pagamos um preço um pouco custoso. Coloque os fios desencapados no interior de uma peça biscoitada abandonada e leve-os ao forno na próxima queima de biscoito. Ao sair eles estarão cobertos de uma capa escura - o óxido de cobre. Raspe, triture e use para decorar ou colorir esmaltes.
Seja consciente! Pratique a cidadania...
Colaboração do Professor Tito Tortori, ceramista com ateliê no Rio de Janeiro-RJ. Email: titotortori@yahoo.com.br Extraído do site: www.ceramicanorio.com.br
Aquél que encuentra la felicidad em su interior, que reposa solamente em su vida interna, que tiene la luz em su interior, esse Yogui, siendo uno com la naturaleza, alcanza la unidad com BRAHMA.
Capitulo V.24, El Bhagavad-Guita de acuerdo com Gandhi. Evangelio de la accion desinteresada Imagem da net
Anjos Ensinando Querubins a Voar, de Carlos Bastos 2008, óleo s/ tela, 90 X 140 cm
CANÇÃO PARA NINAR LÍLIA Nilo Pereira Bastos ( poeta fictício do romance Anjos Caiados de autoria de Ariovaldo Matos)
Trazes quanto na bolsa? Não contaste, não quisestes? Trazes bastante e já não são Cédulas, cheques, vômitos. Agora são canções de amor, Lília. Ou não percebes?
Lascivos olhares na memória Impresso, nas entranhas fel Trouxeste. Sei, mas não sonhas? Transforma tudo em mel, rosas. Podes, amor, podes amiga, Irmã, Lília. Ou não percebes?
Dorme, são horas. Fecha os olhos. Assim... Respira beleza, alegrias, Respira amor, esta paixão, fogos Que me aquecem. Mas, a quem falo Agora? A quem falo irmãos Anjos, Se Lília sonha e já percebe?
Toda a gente conhece a Guernica, um painel pintado a óleo com 782 x 351cm, que Pablo Picasso apresentou em 1937 na Exposição Internacional de Paris.
A tela, em preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemães e atualmente está exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid..
O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelos jornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazista tal como os viu na sua imaginação.
Agora uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na net sob a forma de um vídeo (ver relacionados no final do texto). O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que de outro modo nos passariam despercebidos. Essa técnica inovadora revela-se um instrumento poderoso para compreender melhor a forma de trabalhar do pintor e até o modo como funcionava a sua imaginação. Recebido de Stela por email
“O pensamento se manifesta como uma palavra; A palavra se transforma em uma ação; A ação se desenvolve como um hábito; E o hábito se cristaliza em um temperamento; Portanto observe com cuidado os pensamentos e seus resultados, e faça com que eles brotem do amor e do respeito para com todos os seres... Da mesma forma que a sombra segue o corpo, nós nos tornamos aquilo que pensamos”. Buda
Certas noites eu navego vou ao léu ao encontro do céu certas noites eu me entrego
Certas noites eu naufrago bebo o breu que pinta o céu certas noites eu me afogo
Mas volto à tona, volto à flor d'água sou marinheira de mil viagens solto meu canto volto sereia deslumbro encanto fascino seduzo atraio cativo enredo engano desfaço maltrato tiro o compasso...
“O Sol nasce todos os dias – o sol que é a alma de todas as criaturas, a alma de todas as formas. O sábio que reconhece a si mesmo em todas as formas é, verdadeiramente, vida. O Sol retém a energia vital de todos os seres e é a soma de toda a criação”.
Prasna Upanishad pertence a seção do Brahmana do Atharva Veda.
É dito que de tempos em tempos, quando o Dharma declina, Visnhu, o mantenedor do Universo, assume uma forma terrestre com o objetivo de restaurar a ordem e harmonia. Uma das formas mais famosas é Rama, que até hoje é celebrado como símbolo do próprio Dharma. De fato, de todos os personagens que compõem a mitologia hindu, Rama é aquele que vem à mente ao se pensar em Dharma.
Nos dias 23 de Março e 06 de Abril, serão comemorados no Vidya Mandir dois festivais, relacionados a Rama e seu fiel companheiro Hanuman, cuja história é contada no épico Ramayana.
O festival de Ramanavami ocorre no nono dia à partir da Lua Nova do mês hindu de Chaitra, que geralmente cai em Março ou Abril. O Ramayana conta que, nesta data, Rama teve seu nascimento, e os hindus comemoram de diferentes maneiras, evocando o Dharma em suas vidas.
A história conta que Rama atravessou toda a Índia, saindo de Ayodhya, ao norte, e chegando em Lanka, ilha ao sul do sub-continente. Seu objetivo era resgatar sua esposa, Sita, raptada pelo asura Ravana. No caminho, Rama derrotou diversos asuras e rakshasas, restaurando assim o Dharma.
Nesta jornada, Rama foi sempre acompanhado por Lakshmana, um de seus irmãos, e Hanuman, seu fiel companheiro. Este último, sendo filho do Vento e tendo a força do Prana, liderou o poderoso exército de macacos, que foi crucial para o êxito da jornada. Hanuman sempre age em nome de Rama, representando, assim, o devoto que sempre age com a visão de Isvara, o Todo, em mente. É dito que não há maneira mais efetiva de se alcançar Rama senão mediante Hanuman; desta forma, ele também representa a capacidade de disciplina em nome do Dharma.
O festival de Hanuman Jayanti comemora seu nascimento, e ocorre na Lua Cheia do mês de Chaitra, alguns dias depois do Ramanavami.
Este ano, dedicaremos o mês de Março a Rama e Hanuman, com encontros semanais e disciplinas até o dia 6 de Abril. Este período é especialmente dedicado ao questionamento sobre o Dharma, e por isto a história do Ramayana será contada nos encontros, uma vez que é repleto de situações que ensinam sobre este tema. Além disto, em cada encontro, cantaremos bhajans e executaremos uma Puja.
No dia 30, será falado sobre o Hanuman Calisa, poema escrito por Tulsidas no séc. XVI e cantado até hoje por milhares de devotos dedicados a Hanuman.
Durante este período, diversas disciplinas são sugeridas, como as que se seguem abaixo:
* Satya Vrata: Falar apenas o que for verdade, que seja útil, e de forma agradável; * Atenção ao Dharma: trazer à mente a reflexão sobre o Dharma e a atitude de Karma Yoga; * Caderno de Rama: preencher um caderno novo, pequeno, com o nome de Rama, de preferência em Devanagari. A cada dia, deverão ser preenchidas algumas páginas, de modo a oferecê-lo completo na Puja do dia 23/03. Simbolicamente, oferecemos todas as nossas ações à Ordem, que é o próprio Dharma; * Japa: fazer uma volta de Mala por dia com o mantra de Rama, até o dia 24/03, dia de Rama. * Japa: fazer uma volta de Mala por dia com o mantra de Hanuman, do dia 24/03, dia de Rama, até o dia 06/04, comemoração do dia de Hanuman.
Pode-se fazer todas as disciplinas, bem como apenas algumas delas.
O primeiro encontro será dia 23/02, terça-feira, e iniciaremos as disciplinas dia 24/02, quarta-feira.
"O Dharma protege aquele que protege o Dharma"
Jaya Sri Rama!
CENTRO DE ESTUDOS VIDYA MANDIR Rua Miguel Lemos 44/ 902 - Copacabana - RJ www.vidyamandir.org.br / tel: (21) 2287-2774
O QUE É O DHARMA? Swami Dayananda Saraswati (Palestra de Swami Dayananda proferida na Califórnia, USA, para a revista Mananam.)
A palavra dharma é derivada da raiz sânscrita dhr, que tem certo número de significados, sendo os principais "existir, viver, continuar" e "segurar, suportar, sustentar". A própria palavra dharma acabou sendo usada numa larga variedade de sentidos, a maioria relacionados com as traduções mais comuns: retidão, virtude, dever.
Num sentido mais amplo, dharma refere-se à natureza ou caráter do que quer que seja. Nessa ordem de idéias, é possível falar do dharma de um objeto inanimado, ou de plantas e animais. O dharma, ou natureza, do fogo é proporcionar calor e luz. O dharma de uma vaca inclui dar leite e pastar. O dharma da vaca não inclui ficar à espreita e matar presas.
A natureza do ser humano, como ensina o Vedanta, é a plenitude absoluta. E é em relação ao indivíduo que não reconheceu sua própria plenitude que dharma pode ter diversas mudanças de significado.
Todos os objetivos que alguém procura na vida cabem em quatro categorias: segurança, prazer, dharma e liberação. Os desejos de riqueza e segurança e de prazeres sensoriais são compartilhados por todos os seres vivos. Quando se trata de animais, a busca desses bens é governada pelo instinto. A vaca masca a grama por instinto, não por escolha. Toda ação envolve escolha de finalidades e meios para atingir um dado objetivo. Cada um pode agir em harmonia com sua natureza, em contato com outros indivíduos ou dentro da sociedade, ou pode não fazê-lo. Assim, para o ser humano, são valores que governam as ações ou a busca de segurança e prazer. Uma vez que valores são sujeitos a variações e mudanças, cada um deve ter um conjunto de linhas de conduta que governe seus valores.
Esse conjunto - ética - é chamado dharma. Dharma inclui tanto uma ética do bom senso, escolher minhas ações de maneira a não agredir os outros, como uma ética religiosa, que diz não me ser possível escapar dos resultados das minhas ações. Ações corretas ou incorretas levam a resultados conseqüentes, seja nesta vida ou depois dela.
O quarto objetivo desejado - o que dá fim a todos os demais desejos e objetivos - é moksha, a liberação. Liberação e reconhecimento da própria natureza como plenitude e totalidade. A pessoa liberada, como um ser pleno, não tem mais desejos e sua vida só pode estar em harmonia com tudo que a cerca. É um exemplo vivo de dharma a ser seguido por todos. Até que se alcance essa plenitude, as leis do dharma se mantêm como linhas de ação que norteiam a vida. Vivendo uma vida reta e virtuosa, a pessoa prepara a mente para receber o ensinamento que lhe trará moksha.
foto do site: http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/
No Shivapurána é dito que, em todos os meses, a noite anterior ao dia da Lua Nova é dedicada a Shiva. Essa noite é chamada Shivarátri, a “noite de Shiva”. Uma vez ao ano, no mês de fevereiro/março, chamado mágha, há um dia e uma noite inteiros dedicados a Shiva, chamados Maháshivarátri. Esse dia é de orações, rituais, ascetismo e práticas espirituais. É quando novos sannyásis, renunciantes, são iniciados; pessoas que desse momento se propõem a viver somente suas buscas espirituais. Na Índia, em todos os templos de Shiva, há uma grande comemoração nesse dia.Shiva, na tríade vêdica, é o Destruidor, Transformador, ao lado de Brahmá, o Criador, e Vishnu, o Preservador.Não encontramos templos a Brahmá, pois todo o mundo é seu templo, e o respeito à criação, o oferecimento de orações a Ele. Nada temos a pedir, pois a criação aqui está.Vishnu, o Preservador da criação, é casado como Lakshmí, a Deusa da riqueza. Os templos dedicados a Eles, ou a uma das manifestações de Vishnu, como Ráma ou Krishna, são de grande beleza e muito populares. A Ele é pedido o bem-estar, conforto, riqueza e bens materiais.Shiva é o asceta. Ele dissolve a criação para o aparecimento de outra. Ele remove a ignorância para dar lugar ao conhecimento. Ele ajuda os ascetas, os yogis e os estudantes de Vedanta no seu caminho espiritual. Ele domina todas as disciplinas físicas e mentais. Freqüentemente encontramos imagens de Shiva em profunda meditação. Muitos se espantam ao vê-lo envolto em cobras e decorado com cinzas. A cobra simboliza o ego, o ahamkára, que para Ele não é um problema. Para Ele o ego é um alamkára, uma decoração, pois Ele tem o conhecimento do Eu real, ilimitado. As cinzas representam a queima da ignorância e da ilusão. Os cabelos são compridos como os de um asceta, com um coque no alto da cabeça aparando o rio Ganges, que vem com grande força destruidora, para fazer com que esse mesmo rio saia mais tranqüilo para abençoar os seres na Terra. Ao seu lado, em uma de suas mãos, o tridente, trishúla, símbolo do renunciante, e na outra o damaru, pequeno tambor de onde partem os primeiros sons da criação.Shiva é Íshvara, também chamado Maheshvara e Jagadíshvara – o Grande Senhor e o Senhor do Universo. Íshvara é o todo, toda a criação e a causa desta. Por isso Shiva também é simbolizado por um lingam. Lingam, em sânscrito, significa alguma coisa com a ajuda da qual você vê outra coisa. É uma indicação. Shivalingam é uma forma sem forma específica. Uma forma que inclui todas as formas. É o símbolo do todo, que é Shiva.No dia de Maháshivarátri os devotos passam o dia em atividades religiosas e espirituais. Ficam em silêncio, jejum e orações, e no templo há, durante todo o dia, até a meia-noite, uma corrente contínua de repetição do mantra Om namah shiváya – Om saudações a Shiva. Durante o dia vários rituais são feitos. À noite é feito o árati (ritual simples com fogo e cânticos) e distribuído prasáda (alguma coisa, principalmente comestível, que é oferecida no templo e depois dada a todos os que participam).Durante todo esse dia e essa noite, Shiva, que significa auspiciosidade, é lembrado. Não só Ele, mas o que Ele representa: a dedicação total à chamada vida espiritual e à busca do conhecimento; a destruição completa da ignorância e quaisquer obstáculos que possam existir; a dissolução do devoto no altar da devoção, na chama do conhecimento da identidade da natureza de ambos. O devoto de Shiva alcança o bem absoluto que é Ele mesmo.
Extraído do jornal Pramá (Ano I, Nº 1, de março de 1988) do Vidyamandir - Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, e digitado por Cristiano Bezerra. Visite o site do Vidyamandir - Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, da profª Glória Arieira, em www.vidyamandir.org.br Copiado do site: www.yoga.pro.br
Trecho do balé "Onqotô", com o Grupo Corpo Companhia de Dança. Coreografia de Rodrigo Pederneiras. Música de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. Prestigie o Grupo Corpo, acesse o site oficial: www.grupocorpo.com.br Categoria: Entretenimento
Palavras-chave: Grupo Corpo Companhia Dança Onqotô Rodrigo Pederneiras Balé Ballet
Para além do meramente político – e já no campo ético, metafísico e religioso –, meu personagem Quaderna, O Decifrador, é deformado, entre outras coisas, pela visão torcida doentiamente e exacerbada do Sexo, pela violência da revolução, pelo opressivo e sufocante terror do Estado e pela corrupção moral ligada ao dinheiro. A sociedade do século XX deifica três ídolos: Falo, Moloc e Mamon e as marcas de suas deformações e dessa idolatria são perfeitamente visíveis em Quaderna.
Em minha visão-do-mundo, O Sexo não é apenas, como costumam dizer os superficiais, um fato “normal e saudável”. Muito mais do que isso, o Sexo é a situação extrema, o êxtase, a crispação do Amor, do carinho e da ensonação amorosa,motivo pelo qual atinge a fronteira do Sagrado e da Beleza, a fronteira de Deus. Os antigos diziam que a Morte é o toque de um Deus no homem. É como se, ao entrar em contato direto com a Divindade, a natureza humana não suportasse esse terrível fato e sucumbisse aos estremeços orgiásticos da Morte, fêmea e amantes para os homens, macho e amante para as mulheres, materna, paterna e terrível para todos. Daí a ligação, sempre ressaltada também, entre o êxtase da morte, a fruição da beleza e o êxtase mortal do Amor, inclusive sexual. É isso o que, sob a forma poética do Mito, Quaderna procura dizer em o Rei Degolado, a respeito da Morte Caetana: “Quando ela, sob forma de fêmea, escolhe um homem para matar, aparece a ele entre delírios e prodígios e exibe-lhe agressivamente seu peitos. O homem fascinado beija-os, e, ao mesmo tempo em que os morde, é picado pela cobra-coral que serve de colar para a Moça Caetana. È então que o homem é fulminado nos estrtemeços obscenos da morte.” Depois , explicando a origem do homem pela união de deuses com animais, Quaderna diz sobre a morte, a Onça Caetana: “Do sangue de todos os homens-machos que nascem, ela faz se apossar um de seus Gaviões, e do sangue das mulheres-fêmeas a cobra-coral Vermera. É por isso que toda mulher, quando goza ou quando entra em agonia, se contorce como uma serpente. È por isso que todo homem, quando goza ou quando morre, estremece todo, cerrando os dentes e, logo depois, abrindo e fechando a boca, no feio e sagrado espasmo do Gavião profundamente ferido. E, finalmente, é por isso que todos os homens, e todos os filhos dos homens, são também filhos da Morte, nenhum deles escapando a suas garras maternais e cruéis.”
Assim, não é somente a Morte: o estremeço do amor e do Sexo, o choque violento da beleza e da Arte, e também naturalmente o abalo, o êxtase terrificante, fascinador e final da Morte, tudo isso são toques de Deus no homem, assim como a Arte e o Sexo são, no homem, expressões de revolta contra a Morte e afirmação de uma momentânea e precária, mas ainda assim vital e poderosa imortalidade. É por isso que nunca estranhei que a linguagem através da qual Santa Teresa de Ávila descreve seu êxtase religioso seja povoada de signos e insígnias ligadas ao Amor e ao estremeço sexual, assim como acontece também com a linguagem da Arte e da literatura. Quando me insurjo contra a comercialização e a vulgarização do Sexos, contra a massificação da Arte e contra a escamoteação da Morte, efetivadas, numa sistematização cuidadosamente programada, pela sociedade contemporânea, não é por puritanismo, atitude que seria ainda mais inaceitável no homem que sou- mas sim exatamente por respeito à nossa busca da Beleza pela Arte, do Amor pelo Sexo, da morte como fonte de Vida, os três ásperos e belos caminhos através dos quais o homem-mortal as vezes experimenta ainda neste mundo escuro, o toque da Divindade imortal.
Pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro um Curso de Capacitação em Estruturas de Bambu REALMENTE completo. O curso engloba as técnicas comprovadamente eficazes para corte, manejo, secagem, tratamento, manufatura e montagem de estruturas em geral.
Durante o curso, os alunos partiparão da montagem de uma construção com 140m². Este é o único curso onde os alunos participarão de todas as etapas construtivas.
Desde a construção das sapatas, passando pela confeção das peças, até a cobertura e fechamento com painéis, todas as técnicas serão exercitadas de forma prática e teóricas.
Os alunos que concluirem o curso estarão aptos a fazer visitas técnicas à propriedades para inventariar os bambuzais, fazer estimativas de produção, plano de manejo e beneficiamento, projetar e executar estruturas rurais e habitacionais.
O Instituto Pindorama é fundamentado na filosofia védica. Somos um crescente grupo de pesquisadores, agrônomos, professores, comunidades e voluntários dispostos a orientar a criação de abundância, saúde e trabalho eficiente, com proteção tanto da natureza quanto de investimentos sustentáveis.
O Curso será ministrado em um ambiente totalmente projetado de acordo com o Vastu Shastra, a Ciência Védica da construção, pai do Feng Shui. O curso ainda inclui os conhecimentos básicos para harmonização de construções e ambientes de acordo com o Vastu.
O Vastu Shastra ou “Ciência do Bem Viver” é a milenar Ciência Védica da Arquitetura a qual lida com as influências espirituais e energéticas das paisagens e como harmonizá-las.
"Uma casa adequadamente desenhada e agradável será a morada da boa saúde, riqueza, inteligência, boa progênie, paz e felicidade e redimirá seu dono de débitos e obrigações. Negligenciar os cânones da Arquitetura resultará em viagens desnecessárias, mau nome, perda da fama, lamentações e desapontamentos. Todas as casas, vilas, comunidades e cidades, portanto, deverão ser construídas de acordo com o Vastu Shastra. Trazido à luz em favor do universo inteiro, esse conhecimento é para a satisfação, melhoria e bem-estar generalizado de todos."
Saramananga Sutradhara
Facilitadores do Curso:
Bruno Sales
Graduando em Engenharia Agronômica, estagiário do Departamento de Engenharia Florestal da UFRRJ (Universidade Rural) e da EMBRAPA Agrobiologia onde desenvolve pesquisas com Bambu nas áreas de construção, propagação, manejo e utensílios para o meio rurarl, abordando a questão ecológica.
Ministrou diversos cursos em instituições como EMBRAPA, UFRRJ, PUC-RIO, UNIRIO e comunidades de Paraty, Trindade e Praia vermelha em Ilha Grande.
Desde os 10 anos de idade, Bruno aprendeu técnicas artesanais com seus avós e ao longo dos anos de prática e expericência e estudos de técnicas, conseguiu compilar os procedimentos mais eficientes e com melhor custo X benefício para promover o uso sustentável e viável do bambu.
Nilson Dias
Graduado em Análise de Sistemas e com Pós-graduação em Gerenciamento de Projetos. Consultor de Vastu e Professor de Yoga Sivananda formado em Uttarkashi, Himalaias. Estudante de Vedanta e Jyotish.
Gerente de Projetos do Instituto Pindorama e professor de Vastu Shastra juntamente com Sandeep Garg no Ancient Astrology Institute.
Trabalha há mais de 8 anos com maquetes eletrônicas e computação gráfica. Atualmente dedica-se também no estudo de habitações sustentáveis com materiais ecológicos.
Curso de Capacitação em Estruturas com Bambu
Rotina diária:
06:30 Despertar 07:00 Prática de Yoga / Meditação 08:00 Desjejum Orgânico 08:30 Aula Teórica/Prática 12:30 Almoço Vegetariano 14:00 Aula Teórica/Prática 16:30 Lanche 17:00 Revisão do Dia 18:00 Horário Livre 19:00 Jantar 20:00 Confraternização e Satsanga 22:00 Recolhimento e Apagar das Luzes
O curso terá aulas teóricas e práticas desde o primeiro dia resultando em uma construção de 140m², todas as etapas da construção serão estudadas e praticadas.
Será concedido a cada aluno um Certificado do Instituto Pindorama totalizando 32h. Material Didático: Apostila completa impressa e DVD
Efetue sua matrícula agora com valor promocional 12 X de R$ 60,00 ou R$ 599,00** à vista
** pagamentos online possuem um acréscimo de 6,4%. O valor de R$ 599,00 é apenas para depósitos na conta da ONG ou 3 cheques de R$ 199,00.
O Valor promocional de R$ 599,00 é apenas para matrículas até 15 de Março. Após esta data o valor será de R$ 700,00.
Custos Adicionais:
Alojamento em Camping: Grátis
Alojamento em Dormitório Luxo: R$ 50,00 dia
Alojamento em Dormitório Simples: R$ 25,00 dia
Todas as refeições estão inclusas.
Informações: contato@pindorama.org.br ou (22) 9975-0238
Conteúdo Programático
Dia 1
Módulo 1 - Situação Atual do Bambu no Brasil e Histórico no Mundo
- Institutos , Pesquisas e visão popular no Brasil, prós e contras e direção - História do Bambu no Mundo: China, Japão, Índia e Colômbia
Módulo 2 - O Instituto Pindorama e o Bambu
- Proposta do Pindorama, missão e valores
Módulo 3 - Corte, Manejo e Produção
- Ferramentas e segurança - Épocas de Corte e Calendário Lunar - Inventário de Bambuzais - Produção por m² e anual - Plano de Manejo
Módulo 4 - Propagação e Plantio do Bambu
- Propagação Genética: Sementes - Propagação por Clonagem: Rizoma, Segmento de Colmo, Chusquinha (Guadua) e Galhos - Apresentanção dos resultados de pesquisa de propagação: qual a mais eficaz? - Espaçamento para o Plantio - Produção por hectare
Módulo 5 - Noções de Vastu Shastra (Ciência Védica da Construção)
- Mitologia e Ciência da Construção Védica - Geo-magnetismo e Energia Solar - Os cinco elementos - Os nove planetas - As nove direções na construção
Dia 2
Módulo 6 - Ténicas de Secagem e Armazenamento
- Técnicas de secagem pós-corte de bambu - Técnicas de secagem pós-tratamento (autoclave, imersão, capilaridade, cozimento, etc) - Técnicas de Empilhamento e Estocagem de Bambu - Organização Qualitativa do Estoque
Módulo 7 - Técnicas de Tratamento de Bambu
- Imersão em solução - Imersão em água corrente - Autoclave - Cozimento - Defumação - Fogo? - Injeção em Colmos - Capilaridade - Método de Bombeamento sob pressão - Prós e Contras, métodos mais eficazes - Planejamento de Custos
Módulo 8 - Dimensionamento de Projetos Estruturais
- Dimensionamento de Sapatas - Dimensionanamento de Tesouras de Bambu - Dimensionamento de Coberturas: Sapê, Telha Ecológica, Telhado vivo (cobertura verde) e telha cerâmica - Planejamento de Custos - Cronograma da Obra - Confecção de Orçamentos
Dia 3
Módulo 9 - Construção de Tesouras e Manufatura de Colunas e peças estruturais com bambu
- Seleção das peças por diâmetro e espessura da parede - Introdução às ferramentas: furadeira adaptada, serr-copo, tico-tico, formão e serras. - Encaixes e manufatura - Tecnologia com barra rosqueada e massa injetada - Esquadrejamento de tesouras - Etapas de Montagem
Módulo 10 - Acabamento de peças
- Lixamento e escovação - Vedação das peças de bambu - Aplicação de óleos, vernizes e tintas - Acabamento por fogo e defumação
Dia 4
Módulo 11 - Projetos de Galpões e Chalés com Bambu
- Gerenciamento de Projetos Construtivos com Bambu - Planejamento e Controle de Custos por m² - Finalização da Montagem
Em de 2000 fui fazer uma aula experimental de Yoga, quando cheguei em casa fui para a internet saber o que é Yoga, achei o Portal do Yoga, que depois passou a ser www.yoga.pro.br, fiquei muito entusiasmada com tudo que li lá, daí não parei mais de entrar e ler os artigos, fiz do site o meu Guru. Agradeço a todos os sites que passam os ensinamentos do Yoga.
Como a grande potência da época, Shakti Kali cria o Yugas ou idades diferentes mundo que a humanidade atravessa durante os longos ciclos de evolução cósmica. Kali é a Deusa da eternidade vigiando todos os nossos mudanças temporais e facilitar aqueles que promovem o nosso crescimento interior. Mais especificamente, Kali é a Yuga Shakti ou o poder do tempo que leva a humanidade de uma idade para outro mundo. Ela trabalha para sustentar a energia espiritual do planeta através de ambas as idades de luz e escuridão.
A Deusa das Trevas não é simplesmente uma deusa hindu, mas a forma universal da Mãe, que é o verdadeiro governante do mundo. O despertar para a Deusa que está ocorrendo hoje em um nível global é, yogically falando, um despertar para a energia de Kali. A Deusa Mãe como a Devi escuro, misterioso e transcendente é a chave para o verdadeiro poder e presença do universo em todas as suas manifestações. Kali é mais uma vez entrar em humanidade e para a esfera da Terra para trabalhar sua mágica e sua admiração.
O Devi traz todas as transformações do planeta, despertando a Shakti estimular a consciência planetária e não apenas individual, mas a maior consciência planetária. O actual naturais e catástrofes humanas que estão acontecendo em todo o mundo hoje são uma indicação do poder transformador da Kali empurrando a humanidade para a mudança, para romper as nossas crenças divisionista e terminar o nosso comportamento destrutivo que já chegou a ameaçar toda a vida no planeta.
Até que fazer a mudança decisiva interior e desistir de nossas atitudes e ações destrutivas, podemos enfrentar a ira universal de Kali, a nível global, com o perigo de catástrofes globais aumentando gradualmente ao longo do tempo, até que somos confrontados com a escolha de mudar radicalmente Como vivemos ou perecer como espécie. Para enfrentar o desafio de Ma Kali, devemos nos voltar dentro e abandonar nossos esforços para controlar o mundo exterior, buscando compreender a nós mesmos primeiro.
Hoje a nossa civilização não honra o Devatas, as forças cósmicas, dos deuses e deusas que encarnam os poderes sagrados da natureza da qual dependemos para o nosso bem-estar. Intelectuais e académicos reduzir as Deidades de vida, por cuja graça que função, para aberrações da psicologia, da política ou a antropologia, a meros reflexos do comportamento humano normal que tem nada de sagrado nisso. As religiões, em nome de Deus, a prática política e procuram dominar o mundo com suas crenças, ao invés de espalhar uma mensagem de amor, união, a graça da Mãe, e auto-realização.
Entretanto, mesmo aqueles que tentam praticar Tantra têm geralmente reduzido para pouco mais de magia negra, utilizando-se o mundo do espírito de promover ganhos materiais para si e para sua clientela paga. A essência da tradição do Yoga, parece ter sido assaltado à exploração comercial e auto-engrandecimento pessoal em todas as frentes. Há pouco Dharma real, ou princípios naturais e universais, mesmo entre aqueles que tentam salvar o planeta. Temos muitos descontentes "irritado" activistas que procuram colocar a culpa para os problemas do mundo em alguém, gritando e xingando os outros, ao invés de se tornar verdadeiramente paz ajudantes amoroso que pretendem unir-nos para o maior benefício de todos.
Nós continuamos a dividir a humanidade em nome da religião e da política, a luta entre nós, embora globalmente continuamos a devastar o planeta, pilhar os seus recursos e fazendo tóxicos suas terras, água e ar.
Para trazer o nosso planeta em uma era nova e espiritual, um mundo novo a idade da consciência superior, é preciso primeiro ganhar a Shakti ou a capacidade de fazê-lo. Temos de ter o poder, a competência, a sinceridade ea graça das forças superiores. Não podemos, por nossa conta nos levar além de nossos problemas humanos, sociais e psicológicos, porque o nosso comportamento e mentalidade existe dentro de seu campo. Para isso devemos, mais uma vez, humildemente pedir a graça da Mãe, principalmente como Kali, a Mãe como o governante de todos os tempos e de transformação.
Precisamos de um novo Shakti para trazer esta necessária mudança global sobre, uma nova descida do poder espiritual da deusa-mãe. Para que isso ocorra, é preciso primeiro levar a Shakti em nós mesmos, em nossas mentes e corações, e aprender a viver de acordo com seus choques, ritmos e vibrações transformadoras, deixando-a purificar e refazer a nossa própria natureza psicológica primeiro.
O poder do divino feminino é uma vez mais necessária para facilitar um novo nascimento de uma consciência mais elevada no mundo, não apenas em um indivíduo, mas a nível planetário. Devemos reconhecer a Deusa em todas as suas formas, de que sua manifestação transformadora de Ma Kali é talvez a mais central. A graça feminina, a mansidão ea bondade é necessária para aliviar a dor e raiva que está queimando dentro de nós, alimentado pela ganância, a ambição ea ignorância de gerações.
Temos de avançar para além dos caprichos das paixões humanas e necessidades, abrindo nossos corações à força Shakti vida de Kali. Ma Kali anseia pela sua plena expressão a ser sentida e vivida, a fim de tornar a nossa vida em algo significativo para a alma. Podemos sentir sua força mística subindo fortemente, mais uma vez nesta época instável de transição. Ela está à procura apaixonadamente para sadhakas para levar adiante sua vontade benigna.
Para o verdadeiramente novo para vir a ser, o velho deve primeiro passar. Este é o trabalho de Shakti Kali ou hora-força. Mas não é simplesmente um fator externo da destruição de pessoas mal pelo bem. Hoje, estamos em grande parte vive em uma zona cinzenta, onde a pureza do coração é praticamente inexistente. Entretanto, nenhuma alma na sua essência é o mal, tudo pode ser levantado, se chegar a eles, no momento certo e as circunstâncias. Temos de expulsar toda a fraqueza, a culpa, mesquinhez e estreiteza dentro de nós mesmos.
A força negativa ou Asuric momentaneamente não prevalecer, mas muitas vezes a escuridão é maior antes do amanhecer, e a negatividade deve manifestar externamente antes que possa ser totalmente varridos. Não há força ou poder que Undivine Ma Kali não pode corresponder, consumir e dissolver em sua maior paz.
O Devata ou superior força divina deve ser honrado em nossos tempos de conflito e caos. Temos de olhar além de nossas fixações humana e histórica para os poderes cósmicos. As inevitáveis perturbações ecológicas que estão começando a ocorrer são significados conduzir-nos ao abrigo destas formas benevolente e poderoso cósmica, para fazer-nos reconhecer a nossa dependência sobre o universo maior e sua essência divina. A presença Devata vai se manifestar mais uma vez com uma onda de energias benigna para alcançar uma existência pacífica para a humanidade e para a Terra.
Ma Kali é o poder supremo por trás de tudo espiritual genuína e movimentos de yoga e seus desdobramento através do processo de grande parte do tempo. Mahadevi Kali é a Yuga Shakti, Anunciando o novo movimento de Yoga despertar este poder Shakti. Seu papel já foi manifestada anteriormente nesta época de grandes videntes e professores como Ramakrishna, Yogananda, Aurobindo, Ma Anandamayi e muitos outros, que trabalhou principalmente através do poder da deusa-mãe.
No entanto, ainda há uma necessidade urgente de novos avatares e formas de energia de Kali, um novo ressurgimento de seu culto e de uma maior descida da sua graça. Kali é a chave para nosso futuro como uma espécie eo nosso destino em um nível de alma. Ma Kali exerce o poder de elevar a humanidade, mas ao descobrir que precisamos descobrir ela como a Mãe Universal descansando na chama do coração espiritual dentro de nós. Precisamos aceitar fogo purificador de Kali, a fim de levantar-nos para a luz mais elevada, na qual nossos problemas pessoais e mundiais podem ser resolvidos. Aqueles que podem resistir e realizar o fogo de Kali pode trazer uma nova luz para o mundo. Eles vão descobrir uma visão do futuro que está em harmonia com a verdade eterna e da harmonia universal.
Sarvam santih santir eva santih Todas as coisas podem ser pacífica, a paz de Paz!
"OM... Com os nossos ouvidos, ouçamos o que é bom. Com os nossos olhos, contemplemos vossa integridade. Tranquilos no corpo, possamos nós, que vos veneramos, encontrar descanso. Om...Paz - Paz - Paz".
1 "HARI OM!. Om, esta palavra representa o todo universo visível. sua explicação é a seguinte: tudo quanto ocorreu, está ocorrendo e ocorrerá, em verdade tudo isso é o som OM. E o o está além desses três estados do mundo temporal, isso também, em verdade, é o som OM."
Comentário:
O primeiro verso sugere a existência de duas esferas ou planos de existência: 1- o plano material e visível, onde as manifestações temporais e especiais surgem e desaparecem; 2- plano transcendente e intemporal, o plano do ser imperecível, insondável pela razão, situado acima e ao mesmo tempo, identificado com o primeiro. Ambos são simbolizados pelo OM.
Do livro:As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco Edições Ibrasa
Foto Sathyasaibaba “De repente, tornei-me consciente de um estremecimento da alma dentro de mim. Meu mundo de experiência pareceu de repente, torna-se iluminado, e fatos que eram esparsos e obscuros, adquirem grande unidade e significação. O sentimento que me envolveu, parecia de um homem que, tateando dentro de um nevoeiro, sem saber onde se dirigisse, pudesse sentir-se de repente diante de sua casa”.
“Tive certeza de que algum Ser que me compreendia e ao meu mundo procurava sua melhor expressão em todas as minhas experiências, unindo-as numa individualidade cada vez mais ampla, que é uma obra espiritual de arte”.
Rabindranath Tagore (1861-1941) Poeta indiano, prêmio Nobel de literatura, 1913. (Tagore, R.; A religião do Homem; Rio de Janeiro, Record, 1981; P.89-90.)
Junte-se a David e Erika para um final de semana de Vinyasa, acro Yoga e Bhakti yoga! David dará aulas de Asana (estilo Mindful Spirited Vinyasa) todas as manhãs e as tardes serão compartilhadas com Erika e a linda pratica de Acro yoga. a noite nós iremos nos deliciar com a alegre celebração de kirtan, canto devocional.
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O retiro acontecerá com duas variações:
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Um Altar em Casa - Bokar Tulku Rimpoche Para atingirmos a iluminação verdadeira, totalmente pura, perfeita e onisciente, é necessário unir as duas acumulações: mérito e sabedoria. Sem esta dupla acumulação, a Iluminação não é possível. A acumulação de mérito é de tal importância, que sem ela a acumulação de sabedoria não poderia existir. Existe uma relação interativa entre o mérito e a sabedoria. A acumulação de mérito situa-se no campo conceitual, sendo também chamada de “meios”. A acumulação de sabedoria é não conceitual, ela também é designada por “conhecimento”. Se nós falarmos de “meiosconhecimento” ou de “mérito-sabedoria”, o sentido é o mesmo. Entre cada um destes termos existe uma colocação. Diz-se: “sem se apoiar no relativo, impossível de atingir a iluminação; sem se apoiar na iluminação, impossível de atingir a liberação.” Para atingir a Iluminação, é necessário então unir as duas acumulações. Para nós que somos principiantes, é na acumulação de méritos que devemos nos dedicar mais, pois ela nos permite progredir rapidamente. No contexto das oferendas que nós apresentamos no altar, a acumulação de mérito faz referência a três pontos: 1 O objetivo de acumulação: são os Budas e os Bodisatvas, o campo de mérito superior das qualidades inimagináveis. Primeiro é necessário ter fé e devoção para com eles. 2 A intenção perfeitamente pura: devemos pensar que estamos fazendo essas oferendas com o objetivo que nós mesmos e todos os seres possamos fazer as duas acumulações e atingir a Iluminação. 3 A matéria perfeitamente pura: são as oferendas materiais e as oferendas produzidas pela imaginação. As oferendas materiais são constituídas pela série tradicionalmente chamada “as sete oferendas”, mesmo que sejam oito, as duas primeiras reunidas para contarmos como uma. Estas oferendas são: a água para beber, a água pura, as flores, o incenso, a luz, a água perfumada, a comida e a música. Cada uma correspondente a uma parte da realização da essência da natureza da mente. •A água para beber: ela possui 8 qualidades ( frescura, sabor, limpidez, ...) Quando a oferecemos, pensamos que com ela oferecemos todos os rios, os mares e todas as águas puras do universo. É a oferenda representada à boca dos Budas. Ela terá como resultado diminuir a sede produzida pelo calor das paixões. • A água pura é oferecida aos corpos dos Budas e Bodisatvas. Oferecê-la lavará nossa mente das negatividades e dos véus que a deturpam. • As flores: aos olhos dos Budas e Bodisatvas nós oferecemos as flores colocadas no altar, assim como todas as flores do mundo. Por esta oferenda, se abrirá em nossa mente o lótus da felicidade. •O incenso: nós oferecemos o incenso do altar, assim como todos os perfumes, naturais ou preparados, que perfumam o universo. Com esta oferenda, nós realizaremos a não realidade de todos os fenômenos, similares a um sonho ou a uma criação mágica. •A luz: além da lamparina à óleo ou da vela acesa no altar, nós oferecemos o sol, a lua, as estrelas, todas as luzes naturais ou artificiais que iluminam o mundo. Com isso nós realizaremos o ser da clara luz. •A água perfumada: oferecia ao corpo de Buda como todas as essências e todos os perfumes do mundo, ela conduz à realização da vacuidade última de todos os fenômenos, unido à compaixão para com todos os seres que sofrem por não possuirem esse conhecimento. •A comida: estão colocados no altar, todos os alimentos saborosos e nutritivos. Daqui nascerá a realização da força das sabedorias e das qualidades da Iluminação. 2 •A música: pelos objetos que a representam são oferecidas todas as músicas e todas as harmonias do universo. Esta oferenda atingirá por consequência a realização do som próprio da realidade última e a alegria das qualidades da palavra da Iluminação. Nós fazemos estas oferendas com alegria, fé e minúcia. “O estado de espírito” já desenvolverá um fruto rápido e poderoso. Estas oferendas não são limitadas. Podemos também oferecer riquezas e bens materiais, o que nos ajudará a nos purificar. Por outro lado, o esforço físico que temos nas oferendas (encher os potes, esvaziá-los, limpá-los ) contribui para a purificação dos atos negativos executados pelo corpo. Atingir a Iluminação, é obter os dois corpos de Buda: o corpo absoluto e o corpo formal (que se apresenta sob 2 aspectos, corpo de glória e corpo de emanação ). A acumulação de mérito nos leva a conseguir o corpo formal. A acumulação de sabedoria, isto é , a meditação sobre a não realidade dos fenômenos, sobre a natureza da mente e sobre a vacuidade, nos leva a conseguir o corpo absoluto. Assim se diz: “Por esta virtude possam todos os seres unir o mérito e a sabedoria, e obter os dois corpos santos que resultam do mérito e da sabedoria”. Se não efetuarmos as duas acumulações, não obteremos os 2 corpos e não obter os dois corpos, quer dizer não obter a Iluminação. Tilopa dizia a Naropa: “Enquanto a realidade não nascida não é atingida, a qual é ligada a aparência dos fenômenos, das duas acumulações, similares a duas rodas de uma carroça, Naropa, não te separe jamais”. Comentário de Bokar Tulku Rimpoche: “ Um pequeno altar em casa, para que? Para falar a verdade, os Budas, Bodisatvas, os seres liberados e todas as expressões da Iluminação, não precisam de nossas oferendas. Eles derramam suas bênçãos permanentemente. Mas o vaso ou o pote que nós somos está quase sempre virado para baixo: a benção cai no fundo e escorrega pelos lados, nada penetra. Se os Budas não precisam de nossos sentimentos para nos abrir as portas de sua compaixão, nós precisamos, dirigir a eles nossos pensamentos para receber a luz. A oferenda é um meio precioso para fazer funcionar esse movimento para com os Budas. Tantas coisas, pequenas e grandes, preenchem nosso cotidiano e nossa mente, que para pensar nos Budas e no Mestre, nos resta muito pouco tempo. Assim, se ocupar regularmente, com amor e carinho, de um pequeno altar, já é uma certeza de pensar pelo menos por alguns instantes neles todo dia. E ainda, a cada vez que nós vemos o altar nos lembramos de sua presença. Nossa casa se torna um pouco a casa deles. Mas por que, nós podemos perguntar, todos esses objetos, essas manipulações, essa limpeza exterior? Não é o espírito que conta? Sim é o espírito. Mas em nossa casa, os objetos nos lembram uma viagem, as fotos nos lembram uma determinada pessoa. A disposição dos móveis e das coisas criam o ambiente que tanto gostamos. Porque nosso espírito não se basta com a lembrança da criança amada ? Porque nosso espírito precisa de uma mesa de mogno, de papel de parede pintado de flores e de cortina de veludo para se sentir à vontade ? Temos que admitir, os objetos ocupam na nossa vida, isto é, em nosso espírito, um lugar importante. Nós temos tanto zelo ao escolhê-los! Então por que não deixá-los nos falar um pouco sobre o sagrado ! Quando nós renunciamos a todos os objetos deste mundo, como Milarepa, pode ser que também não precisaremos mais destes objetos sagrados. Enquanto isto, a escolha do que nos envolta tem grande influência em nossa mente. “Objetos inanimados, vocês têm então uma alma ?” Fazer oferendas, por mais simples que elas sejam, no altar, representa em primeiro lugar a nossa consideração às diversas expressões da Iluminação. Quando presenteamos um amigo, o objeto vale menos do que ele representa: nossa amizade e nossa estima. Nós também não sentimos necessidade de dar uma forma material ao nosso sentimento. A oferenda, também tem seu significado muito mais baseada na atitude interna de nosso gesto: fé, confiança, devoção, respeito, humildade do que no próprio objeto. O exemplo de Gueshe Ben ficou famoso no Tibet. Gueshe Ben era um monge em retiro, seguidor de um generoso mestre. De bom coração e boa mente, ele porém não era aplicado. Ele tinha descuidado tanto de seu altar, que de oferendas só tinham o nome. Cobertas de manchas e de poeira, totalmente indignas da glória dos Budas para quem eram destinados. Eis que um dia seu mestre lhe anuncia sua visita. Logo aparecem na mente de Gueshe Ben: impossível receber seu benfeitor nesta desordem, que visto por este prisma lhe dava vergonha. Assim, ele pôs-se a limpar o altar, tirou o pó, esfregou as manchas deixadas pela manteiga das lamparinas e poliu. Tudo ficou brilhando. Como o mestre iria ficar contente! Feliz com certeza o mestre ficaria, mas o fato é que esta sua atitude era uma hipocrisia . Sem hesitar, ele pegou o barro, encheu as mãos e começou a jogar no altar que ele havia limpado com tanto vigor. E assim foi dito que a oferenda feita dessa maneira foi a mais bela oferenda que ele podia apresentar. 3 A oferenda permite desenvolver as virtudes espirituais, pois ela participa das duas acumulações: Acumulação de mérito: todo ato “positivo “ produz mérito, isto é um potencial kármico carregado de felicidade e se nossos anseios vão nesse sentido, orienta nossa mente para a liberação. Nós precisamos desse mérito. Costuma-se dizer que o acumulo é tão importante quanto o objeto ou a pessoa a quem se dirige o ato positivo é sagrado. Acumulação de conhecimento primordial: o conhecimento primordial é a descoberta que o ser faz sobre sua própria natureza, além de toda dualidade. A oferenda contribui no desenvolvimento deste conhecimento a medida que nos aprofundamos na compreensão que, do ponto de vista superior, quem oferece, o objeto oferecido e a quem oferecemos são na essência um só. Vivendo, no momento, na ignorância e na dualidade, nós enxergamos o Buda como externo e ele nos aparece como tal. Quando nós deixamos de ser alienados, nos tornando o que somos realmente, então nós seremos o Buda ”Iluminado“ e os conceitos de externo e interno, de um ou múltiplo, de eu e outro se apagarão. Material necessário Nós temos no presente livreto o método para montar um pequeno altar, bem simples, assim como algumas dicas e receitas, as quais o leitor nos desculpará a simplicidade. O autor dessas linhas não sendo muito jeitoso procurou facilitar o trabalho de seus irmãos desajeitados. Resumindo, o que é necessário? • Um suporte • Uma estátua ou foto • Sete potes • Uma lamparina a óleo • Pavio de lamparina • Água • Arroz • Flores • Incenso • Uma fruta ou biscoitos • Um pequeno instrumento musical ou concha • Óleo Nada muito difícil de achar. O principio é simples: a estátua ( ou a foto ) representa de maneira visível a Iluminação, a transcendência, diante de quem são apresentadas as oferendas, manifestação de nossa devoção. O suporte: uma prateleira, a parte de cima de uma cômoda, o apoio de uma lareira servem muito bem. A orientação do altar não importa muito. Por definição, ele está sempre a Leste: não o leste geográfico, mas o leste interno. Se diz: “Onde se vê o yogui Onde é o leste.” A educação budista pede que tudo que respeitamos se coloque no alto. Assim não colocamos o altar perto do chão, mas na altura da cintura ou mais acima. A mesma educação considera uma ofensa esticar as pernas em direção a um Lama ou a uma representação sagrada. Dessa maneira, não podemos colocar o altar ao pé da cama. Se for necessário, nós podemos cobrir o altar com um belo tecido ( cor de vinho, amarelo, branco,...) e se quisermos podemos colocar acima um vidro feito sob medida. É mais fácil de limpar : basta limpar com um pano úmido. A estátua ou uma foto: O espírito de um ser Iluminado tem em comum com o espaço, ser onipresente e infinito. Nada impede que nós gostemos de encontrá-lo num corpo igual ao nosso, e que, sem esse encontro a comunicação seria bem difícil. Assim, sabendo que nossas oferendas são dirigidas à Iluminação onipresente e infinita, nós a tornamos mais acessível por uma representação simplesmente presente e finita. Nós colocamos no altar, eventualmente, um pouco acima do suporte principal, uma estátua ou uma foto, normalmente de Buda, mas também pode ser de Tchenrezi, de Tara, de Mandjurshri, de outro Yidam ou de um mestre espiritual do passado ou do presente. Nós podemos, é claro, colocar vários: as manifestações da Iluminação são infinitas. Neste caso a estátua de Buda ocupa o lugar central e mais alto. A estátua pode ser pintada: o rosto e o pescoço de cor de ouro, os cabelos azul escuro e não preto . Pode também estar vestida de um quadrado de brocado amarelo. A foto pode ser envolvida de uma Kata ( echarpe de seda branca ). Em todo caso, é muito importante que elas sejam “vivas”e para isso, abençoadas. Mais do que uma simples representação, elas se tornam a partir daí, a presença mesmo do que elas representam. A estátua ganha vida estando “recheada”: nós colocamos dentro mantras escritos e, se conseguirmos, relíquias, substâncias sagradas e materiais preciosos ( ela tem que ser então oca ). O melhor seria pedir a um Lama executar esse processo. Não esqueça de acrescentar ao seu pedido uma oferenda, como pede o costume. Quanto a uma foto, seja ela uma representação de um tanka ou uma foto de um mestre, ela é abençoada por uma inscrição no verso, uma abaixo da outra as três sílabas OM, AH,HUNG, ( respectivamente situadas na testa, na 4 garganta e no coração ) em tibetano, que traduzidas representam o Corpo, a Palavra e a Mente de Buda. Nós podemos fazer nós mesmos ou pedir a um Lama. Origem das oferendas Aí está então colocada a representação viva daquele ou daqueles a quem dirigimos nossas oferendas. Nós vamos colocar na frente dela as oito oferendas tradicionais. Da esquerda para a direita: a água para beber, a água pura, as flores, o incenso, a luz, a água perfumada, a comida, a música. Assim são sete potes e uma lamparina. Há muito tempo atrás, Na Índia, quando um convidado muito importante era recebido no palácio de um rajah, para aliviá-lo do calor da viagem lhe ofereciam primeiro algo para beber, para tirar a poeira da estrada lavava-se seus pés em segundo; depois para descansar e também para demonstrar a estima que se tinha por ele, lhe eram apresentados as flores, o incenso, as luzes, os perfumes. Enfim lhe ofereciam uma refeição ao mesmo tempo que os músicos o divertiam com suas harmonias. Que hóspede de maior dignidade e gloriosa majestade podemos receber se não a manifestação para nós visível da Iluminação infinita? Também nós lhe apresentamos, com o maior respeito, estas mesmas humildes oferendas. A escolha dos potes É necessário uma série de sete potes idênticos, de tamanho adequado ao altar, geralmente, pequenos. Mais o material será valioso, bonito e nobre, mais a nossa oferenda será valiosa, bonita e nobre. No Tibete, os potes eram por tradição de prata ou cobre e de mesmo formato. Hoje nós encontramos na Índia esse mesmos potes, e de vez em quando em alguns centros de Dharma na Europa. A prata é sem dúvida o melhor material, em razão do seu valor. Esse grande valor é porém um fator que encarece e às vezes fica inviável. Mas se vocês têm meios de adquirir não hesite. Os potes de cobre têm a vantagem de serem confeccionados da maneira tradicional e bem esfregados brilham muito. Mas eles emboloram rapidamente e exigem muito cuidado. Nos resta o que podemos encontrar mais facilmente. Cristal, vidro, porcelana ou mesmo metal prateado, é possível encontrar coisas muito bonitas. A regra básica: que seja belo, digno e limpo. Vamos examinar agora as oito oferendas uma a uma: Primeiro e segundo potes - Água para beber e água pura Na prática, mesmo que o objetivo seja diferente, a mesma água serve para encher os dois primeiros potes: uma água clara, limpa e potável. Nós podemos tornar a oferenda mais preciosa preparando água com alçafrão. Receita de água com alçafrão: Colocar uma pitada de alçafrão, de preferência em pedacinhos, e deixar ferver em 1 litro de água. Deve-se colocar alçafrão suficiente para obter uma bonita coloração amarelo alaranjado. O alçafrão em pedaços é mais aconselhável do que em pó para obter um resultado melhor, porém é difícil de encontrar e muito caro. Preparar a água com alçafrão todas as manhãs seria o ideal. O melhor é preparar o suficiente para encher uma garrafa e utilizar um pouco todos os dias. Nós veremos, mais tarde, como encher os potes cada manhã e esvaziá-los a cada noite. Terceiro pote: - As flores Quando um pote não está destinado a conter água nós enchemos de arroz sobre o qual colocamos o objeto oferecido, nesse caso a flor. O melhor é usar arroz branco, redondo de preferência. Podemos, como para a água enriquecê-lo com alçafrão. Receita de arroz com alçafrão: Ingredientes: 1 kg de arroz cru e alçafrão Preparar, primeiro, 100 ou 200 ml de água com alçafrão bem concentrada. Utilizaremos a água quente ou fria, isso não tem importância. Lavar bem o arroz e depois deixar secar espalhando numa bandeja. Uma vez seco, colocar numa tigela, jogar aos poucos a água com alçafrão, sem encharcar, sovar o arroz até que ele pegue uma cor amarelada. O pote será primeiro preenchido de arroz, depois coloca-se uma ou duas flores, naturais ou de seda. Podese também colocar sobre o arroz um pequeno vaso com flores. Além desse vaso, podemos enfeitar o altar com um bouquet ou um vaso bem florido. Quarto pote - O incenso O quarto pote recebe o incenso basicamente são colocadas algumas hastes de incenso no arroz. Incenso tibetano, indiano, japonês, ou qualquer um do nosso gosto. Atenção: este incenso colocado no arroz não pode ser queimado. O incenso a ser queimado é colocado num outro recipiente, como por exemplo um pote comum, cheio de arroz ou de areia, posicionado no chão em frente ao altar. Ascenda o incenso que preferir. Uma haste de incenso que se quebra ou que cai deixa um rastro forte no chão. É melhor colocar um prato largo o suficiente em baixo do pote que tem o incenso a ser queimado. A luz. As lamparinas tibetanas à base de manteiga, na maioria das vezes , são de prata ou cobre. Por ser difícil de encontrar, podemos substituí-las por um recipiente de vidro ou cerâmica. O vidro tem a vantagem de deixar a chama visível mesmo quando o nível do óleo diminui. Aliás é mais prático encher o recipiente de óleo de que de manteiga. Um óleo 5 de boa qualidade se torna uma oferenda mais bela e generosa do que se colocado um óleo de qualidade inferior. É aconselhável colocar um pires embaixo do recipiente caso espirre ou transborde o óleo. Para uma chama ideal, o melhor é encontrar um "pavio" especial geralmente encontrado em lojas de artigos religiosos. É também aconselhável colocar água no fundo do recipiente. Assim o "pavio" não queimará e também evitaremos que o recipiente esquente demais quando o "pavio" chegar perto do fundo. Dessa maneira uma lamparina a óleo pode ficar acesa dia e noite sem perigo. Podemos eventualmente substituir a lamparina por uma vela, ou por uma "vela elétrica" ou também por uma lâmpada de potência fraca. A desvantagem das velas é que não duram muito e pode ser perigoso deixar queimando na nossa ausência. A tradição pede que não se assopre nunca uma vela, pois seria apagar a chama de sua própria vida. Apagamos então a vela com um gesto dos dedos, ou chacoalhando ou ainda com a ajuda de um objeto específico (uma colher pequena, por exemplo). Quinto pote - A água perfumada É a mesma água que os dois primeiros potes. Podemos acrescentar algumas gotas de perfume: água de rosas, lavanda, etc. Alguns perfumes reagem na água e outros podem prejudicar os metais, portanto é melhor ter cuidado. Sexto pote - A comida. O pote está cheio de arroz, sobre o qual colocamos uma bela fruta, um biscoito, etc. O ideal é trocar a oferenda antes que se estrague. Podemos também colocar nesse pote uma pequena forma de farinha, chamada chelzé, representando a oferenda da comida. Sétimo pote - A música Colocamos sobre o arroz que preenche o pote o símbolo de um instrumento musical, o mais freqüente uma concha ou um pequeno sino. Os sete potes devem estar precisamente alinhados e separados um do outro por um espaço do tamanho de um grão de arroz,; costuma-se dizer que o espaço muito grande entre os potes representa um distanciamento do mestre. A luz é colocada seja na frente da estátua (atrás dos potes), seja entre o 4º e o 5º pote. Método para as oferendas quotidianas: Os potes contendo água são enchidos a cada manhã e são esvaziados a cada noite. Os que contém arroz permanecem continuamente. Podemos renová-los a cada lua cheia. O arroz pode ser dado aos pássaros, aos peixes ou outro animal. Manhã: Os 3 potes de água estão vazios e virados para baixo. Para enchê-los nos servimos de um recipiente especialmente para isso e enchemos os potes da esquerda para a direita. Vire o primeiro pote e coloque a água equivalente à 1/3 da quantidade total. Depois vire o 2º pote e segurando o 1º jogue um pouco da sua água no 2º pote. Fazer o mesmo para o 3º pote, dessa vez, jogando a água que está no 2º pote. Fazer isso de maneira que cubra o fundo dos potes. Depois é só encher os potes de água quase até a boca. Após tudo isso deve-se abençoar as oferendas. Nós podemos fazê-lo seguindo diversos métodos, os quais veremos aqui os mais simples. Para fazer a bênção, nós podemos pegar um pouco da água do pote de água perfumada (5º pote), seja mergulhando uma haste de incenso, seja umedecendo o anular direito, espirramos nas oferendas. Ao mesmo tempo, recitamos 3 vezes o mantra OM AH HOUNG (representando o Corpo, a Palavra e a Mente dos Budas). Um método mais elaborado consiste em dizer 3 vezes o mantra RAM YAM KAM OM AH HOUNG. Neste caso as 3 primeiras sílabas purificam e as 3 seguintes abençoam. RAM representa o fogo que queima as impurezas YAM o vento que as varre KAM a água que lava Após a benção, em sinal de homenagem, fazemos 3 prostrações em frente ao altar. Noite Esvaziamos os potes de água da direita para a esquerda, depois os enxugamos e os viramos para baixo até a manhã seguinte. Nós jogamos essa água num lugar limpo: na natureza, num pote de flor ou se não tiver opção na pia. Existe um método de oferendas simplificada, que consiste em encher 7 potes somente de água. Nesse caso enchemos os 7 potes cada manhã e esvaziamos a cada noite
Extraído do: Jardim do Dharma - www.jardimdodharma.org.br
. O Atma Vicara, a meditação no ser de Ramana Maharshi
Quem sou eu, que não sou este corpo? Sou o ser (que é imaterial, imutável e imperecível). Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa? Sou o ser (que é serenidade e paz). Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos? Sou o ser (que é silêncio e comunhão). Quem sou eu, que não sou as emoções? Sou o ser (que é ponderação e equilíbrio). Quem sou eu, que não sou sensações? Sou o ser (que é satisfação). Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade? Sou o ser (que é plenitude). Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro? Sou o ser (que é atemporal, eterno). Quem sou eu, que não sou ego, personalidade? Sou o ser (que é tudo). Quem sou eu, que não sou os papéis que represento? Sou o ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade). Quem sou eu, que não sou individualidade? Sou o ser (que é uno). Quem sou eu, que não sou orgulho nem vaidade? Sou o ser (que é simplicidade). Quem sou eu, que não sou insegurança nem medo? Sou o ser (que é luz). Extraído do www.yoga.pro.br
Sri Râmana Maharshi nasceu na região do Tamil Nadu, sul da Índia. Aos 16 anos, após a morte do pai, passou por uma vívida experiência relacionada à morte e, por seu intermédio, despertou para o estado que transcende, origina, constitui e engloba os campos físico, emocional e intelectual, passando a viver permanentemente nesse estado, por alguns denominado realização espiritual. Depois de algum tempo, abandonou sua casa e família e partiu como sadhu (peregrino ou eremita) para a cidade de Tiruvannamalai (190 km ao sul de Madras), onde passou o restante da vida na montanha de Arunachala, considerada por ele como uma montanha sagrada. A princípio, viveu no grande templo de Arunachaleswara, permanecendo absorto em meditação, no saguão conhecido como o de "mil pilares", de onde teve de se mudar, em razão das pedras que lhe eram atiradas por um bando de meninos que o viam imóvel no local. Passou então a viver em um escuro vão no sub-solo do templo, mas os moleques cedo o descobriram, e continuaram a atirar-lhe pedras. Teve de se mudar muitas vezes e passou a residir em vários outros santuários e locais adjacentes ao templo, como jardins, bosques e pomares. Pouco a pouco foi subindo a montanha de Arunachala, onde viveu em diferentes cavernas e passou a ser conhecido como o “Maharshi” (grande sábio ou vidente), e "Bhagavan", o Senhor. Lenta e gradualmente, discípulos foram se reunindo à sua volta. Vinte e sete anos após a sua chegada a Tiruvannamalai, um "ashram" ou comunidade espiritual foi construído ao redor do túmulo de sua mãe, aos pés da Montanha Sagrada de Arunachala, onde residiu até o fim de seus dias. Essa comunidade, chamada "Ramanashram", tornou-se um local mundialmente conhecido, para onde se dirigiam ( e ainda se dirigem, em número crescente) buscadores espirituais de diversas origens religiosas. Seus ensinamentos, magistralmente simples, profundos e lúcidos, estão registrados em grande número de livros. Diversos autores escreveram sobre ele; entre outros, Arthur Osborne, em "Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento", Mouni Sadhu em "Dias de Grande Paz", Carl Jung, a pedido de Heinrich Zimmer, Somerset Maugham, em "O Fio da Navalha", William Stoddart, em "O Hinduísmo", Mateus Soares de Azevedo em "Ye shall know the truth: Christianity and the Perennial Philosophy" (EUA, 2005), David Godman, Sadhu Om, H.l Poonja, Maha Krishna Swami. Em 25 de dezembro de 2007, quando da comemoração do seu nascimento (data móvel, dependente da posição das estrelas), uma nova biografia em língua inglesa, com 4.135 páginas distribuídas em oito volumes, contendo 400 fotografias, foi lançada. Sua presença, que irradiava uma grande paz, tornando fácil e natural a convivência na comunidade, inclusive com os animais selvagens que habitavam a montanha, atraiu milhares de pessoas a Arunachala. A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara"(self-enquiry), ou investigação direta, interior, por meio dos questionamentos: "Quem sou eu?" e "De onde surge o pensamento 'eu'?", para a descoberta da "Verdade, Paz ou Bem-Aventurança, a nossa real natureza". "Descoberta" no sentido literal de "retirar o que cobre", os conceitos. Em vários momentos, Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação do "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, são transitórias, enquanto esta consciência do eu permanece. Tal questionamento faz com que a atenção se volte para o estado natural que ultrapassa o conhecimento, levando à percepção da inevitável limitação de todos os conceitos, o que faz com que, gradualmente, definhem e percam sua tirania sobre a mente, deixando de se sobrepor "àquilo que verdadeiramente é". Para o ocidente, tal sobreposição é o verdadeiro conhecimento ("episteme", epi (sobre) + histanai (por, colocar): sobrepor). Para a Vedanta, tanto a opinião quanto a "episteme" impedem o descobrimento "daquilo que é". A alegoria da caverna, baseada no estudo hindu da "maya" (literalmente "medir", "avaliar"), se refere a essa limitação: a idéia é diferente daquilo que verdadeiramente "é". A própria alegoria não é bem compreendida no suposto "mundo ocidental". Tomar o resultado da avaliação como verdade é tomar as sombras pela coisa em si, e, por conseguinte, viver na ilusão. A ignorância basilar é a que existe com relação ao "eu". Julgo conhecer-me por meio de uma representação. Desconhecendo quem é o conhecedor, busco conhecer o universo, os seres vivos, os objetos. Deles também construo representações. A representação que construo de mim mesmo, que é sempre incompleta, e com a qual me identifico, busca, em vão, completar-se por meio de conhecimentos, sensações, posses, prestígio. Nessa busca, ela tem continuidade, com a inseparável sensação de incompletude e, portanto, de sofrimento. Quem sou eu? Uma vez que a representação que faço de mim mesmo não sou eu - quem sou eu? Quem está fazendo essa pergunta? A resposta não pode ser mental, intelectual, pois constituir-se-ia em uma outra representação. Para a Vedanta pois - sem a negação da óbvia necessidade, em seu campo próprio, do conhecimento relativo - o verdadeiro conhecimento implica a não interferência dos conceitos, seja a respeito do mundo e das coisas, seja a respeito de si mesmo, do estado que ultrapassa o pensamento. Havendo a necessidade e a urgência da descoberta, o próprio exame e compreensão de todo o quadro, a investigação sobre o "eu" e a origem do "eu", levam à não-interferência dos conceitos - porque se compreende sua limitação, o que provoca o seu definhar - e à quietude mental. "Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus". "Eu Sou esse Eu Sou". Nesse estado de silêncio vivo, desperto, o conhecedor, o conhecimento e o objeto do conhecimento, qualquer que seja ele, são um só. Só há separação no mundo das representações, no mundo "daquilo que não é". Nesse sentido, conhecer a verdade acerca de si mesmo é conhecer a verdade acerca de todos os seres e de todas as coisas. Conhecer a verdade acerca de si mesmo é ser essa verdade, já que não somos dois, um para conhecer o outro. Cada um é a própria Verdade absoluta; ou Deus, para usar uma outra palavra. Afirma-se que, no momento em que Sri Ramana faleceu, um magnífico astro, majestosa e lentamente, cruzou os céus da Índia, sendo visto em grande parte do país por inúmeras pessoas, que espontaneamente compreenderam o evento que ele anunciava. Wikipédia
Adoramos aquele que tudo vê. Sempre presente, ele nos nutre de tudo que precisamos. Possa Ele libertar-nos do medo da morte, para alcançarmos a imortalidade.