quarta-feira, 24 de março de 2010

LORD RAMA JAI!

UM CONVITE AO HEROISMO ESPIRITUAL




A Call to Spiritual Heroism

por Caitanya Carana Dasa

O Ramayana é uma antiga saga Védica de ação, romance, sabedoria e aventura, uma saga que inspirou grande parte da população mundial por milênios; uma saga que descreve um passado em que seres com poderes celestiais - tanto divinos quanto demoníacos - interagiam em nosso reino terrestre; uma saga com a batalha entre o bem e o mal, uma saga na qual Deus advém e ensina virtude, retidão e espiritualidade por meio de Seu sólido exemplo pessoal.

A despeito da antiguidade histórica do Ramayana, seu enredo é similar ao de um filme típico: ele traz um herói, uma heroína e um vilão que deseja a heroína, e narra um empolgante confronto entre o herói e o vilão, confronto este que culmina na morte do vilão e na reunião do herói com a heroína. Mas há uma diferença vital entre o Ramayana e um filme moderno: em um filme, o herói, a heroína e o vilão são todos, na verdade, vilões.

Por quê? Muitos pensam em um vilão como alguém que desfruta através da exploração e da injúria de outros. Embora não incorreta, tal concepção de mal é incompleta e ingênua visto que ignora uma realidade fundamental: nosso pai amável e supremamente responsável, Deus. Muitos de nós jamais tivemos a educação espiritual necessária para entender que é Deus quem abnegadamente nos provê nossa alimentação diária. É verdade que temos que trabalhar para sobrevivermos, mas nosso esforço é secundário. É como o árduo trabalho dos pássaros buscando por grãos: Sem Deus provendo os grãos através da natureza, a busca deles, independente de o quanto minuciosa, seria infrutífera. Similarmente, sem a criação de Deus do milagroso mecanismo da fotossíntese, que transforma "lama em mangas" (uma proeza muito superior ao que fazem os melhores cientistas e computadores de última geração) e nos permite ter acesso a algum alimento, não haveria qualquer relevância para o quanto nos esforçássemos. Todas as nossas necessidades – calor, luz, ar, água, saúde – são similarmente satisfeitas primeiramente por arranjo divino e secundariamente por empenho humano.

Infelizmente, nossas mídia, cultura e educação nos ocupam com tantos atrativos materialistas que ficamos cegos ao fato de nossa dependência de Deus e de nossos deveres para com Ele. Temor a Deus é o começo da sabedoria, assim como o medo saudável de um pai amável é necessário para que uma criança inquieta e levada se torne disciplinada e responsável. E amor a Deus é a culminação da sabedoria, assim como gratidão e amor por um pai benevolente demonstra a maturidade de um filho crescido.

Lamentavelmente, os formadores de opinião de nossa sociedade nem amam a Deus nem O temem, senão que exaltam o materialismo egoísta e ímpio. Consequentemente, nos dias atuais, muitas pessoas são extremamente egoístas em sua relação com Deus. Elas não dedicam sequer alguns instantes à pessoa que lhes deu a própria vida. Em uma família, se um filho não cuida de seu pai, que é sua conexão com seus irmãos, ele logo deixará de se importar com eles também. De fato, ele talvez até mesmo se torne mal disposto com eles porque eles serão seus competidores na obtenção da herança. De maneira similar, egoísmo para com Deus é a origem de todo o mal. Todos nós plantamos essa semente maligna em nossos próprios corações e agora estamos forçosamente tendo de nos alimentar de seus frutos amargos – terrorismo, corrupção, crime, exploração – tudo isso produto de nossa luta entre nós mesmos pelo domínio sob os recursos do mundo, a herança de Deus para nós.

Heróis Divinos

O Ramayana nos brinda com um vislumbre de heroísmo e vilania, de amor desmotivado e de luxúria egoísta. O Senhor Rama e Sua consorte, Sita, são os eternos herói e heroína. Hanuman, o herói religioso, personifica a tendência de desinteressadamente assistir ao Senhor em Seu amor divino; ao passo que Ravana, o irreligioso vilão, personifica a tendência egoísta de nos assenhorearmos da propriedade do Senhor para a nossa própria satisfação luxuriosa. O piedoso herói aspira desfrutar com Deus, enquanto que o impiedoso vilão deseja desfrutar como Deus.

Entretanto, em um filme típico, todos os personagens principais – o herói, a heroína e o vilão – têm a mesma mentalidade nociva de querer desfrutar sem se importar com Deus. No herói e na heroína, as vestes de romance mascaram essa disposição mental, enquanto que o vilão a expressa sem reservas. Mas todos eles são Ravanas, a diferença estando apenas nas tonalidades de cinza.

Nosso empenho egoísta em imitar heróis e heroínas, quer em filmes quer na vida real, é intrinsecamente maléfico, e serve de combustível para todos os males maiores que tememos. Em última instância, nosso mal retorna para nós tal qual um bumerangue, pois ele perpetua a ilusão de nossa identificação corpórea equivocada, e nosso corpo nos sujeita às torturas da velhice, da doença, da morte e do renascimento – mais uma vez, mais uma vez e mais uma vez.

É claro que não temos que sufocar nosso impulso natural de querermos ser especiais. Como Hanuman, todos nós também podemos ser heróis – a serviço do herói supremo. Infelizmente, nossa sociedade apresenta a tendência Ravânica como heróica e a propensão Hanumânica como ultrapassada.

Uma Lição de Esperança

O Ramayana revela que Ravana, apesar de sua extraordinária propensão, nunca estava satisfeito, mas antes sempre ávido por mais. Não é essa a condição de nossa civilização moderna? Todo o poderio e riqueza de Ravana não puderam nem lhe dar felicidade nem salvá-lo da destruição final. A derrota final de Ravana nos lembra do destino que aguarda a nossa sociedade se ela continuar com seu egoísmo ateu.

Contudo, a queda de Ravana não é apenas um aviso apocalíptico; é também um arauto de esperança e felicidade, porque nos ensina que o Senhor é competente na destruição do mal tanto interior como exterior. O mesmo Senhor Rama que destruiu Ravana há milênios apareceu agora como Seu santo nome para destruir o Ravana no íntimo do coração das pessoas. O santo nome nos oferece felicidade verdadeira, não por meio da imitação de Deus, mas por meio do amor a Deus; não nos tornando heróis de imitação, mas nos tornando heróis-servos.


Originalmente publicado em Back to Godhead [Volta ao Supremo], revista fundada por Sua Divina Graça Srila Prabhupada no ano de 1944

FESTIVAL DE RAM NAVAMI

Por juliana

O festival de Ram Navami é a celebração do aniversário de Lord Ram.
Lord Ram é a sétima encarnação do Deus Vishnu. A celebração se dá no nono dia do mês hindu Chiatra (esse ano a data é 24 de março).
Ram Navami marca o final do festival de nove dias chamado Vasant Navratri.
A celebração desse dia começa com uma prece para Surya (Deus Sol) logo no inicio da manhã. Ao meio dia, hora que supostamente Lord Ram nasceu uma prece especial é realizada.
Ram Navami é realizado no inicio do verão, quando o sol começa a sua aproximação no hemisfério norte. O sol é considerado o protetor da dinastia de Ram. A hora do nascimento de Lord Ram é justamente quando o sol está no seu ápice.
A cidade de Ayodhya no estado de Uttar Pradesh é o principal ponto de peregrinação por ser a cidade natal de Ram. Procissões com carruagem carregando imagens de Lord Ram, sua esposa Sita, seu irmão Lakshaman e de Hanuman percorrem as cidades.

Read more: http://jueboskie.blogspot.com/#ixzz0j5sIVsrz

segunda-feira, 22 de março de 2010

SUA SANTIDADE, O DALAI - LAMA



Uma ética para o novo milénio
Sabedoria milenar para o mundo de hoje

Livro do Dalai-lama


Na contra capa do livro:

“Quanto mais coisas vejo no mundo, mais claro fica para mim que, sejamos ricos ou pobres, instruídos ou não, todos desejamos ser felizes e evitar os sofrimentos.


Constato que, de modo geral, as pessoas cuja conduta é eticamente positiva são mais felizes e satisfeitas do que aquelas que se descuidam da ética. Tentarei mostrar neste livro o que quero dizer com a expressão ‘conduta ética positiva’.


Uma revolução se faz necessária, mas não uma revolução política, ou econômica, ou até mesmo tecnológica. O que proponho é uma revolução espiritual.


Ao pegar uma revolução espiritual, estaria eu defendendo uma solução religiosa para nossos problemas? Não. Cheguei à conclusão de que não importa muito se uma pessoa tem ou não uma crença religiosa. Muito mais importante é que seja uma boa pessoa.


Estas declarações podem parecer estranhas, vindas de um personagem religioso. Porém, sou tibetano antes de ser Dalai-Lama, e sou humano antes de ser tibetano. Portanto, como ser humano tenho uma responsabilidade muito maior – uma responsabilidade que na verdade todos temos.”

Sua santidade, o Dalai-Lama


Uma ética para o novo milenio é o que estamos precisando mesmo!

sexta-feira, 19 de março de 2010

DICAS PARA O CERAMISTA ECOLOGICAMENTE CORRETO

1º) Instale embaixo da pia/tanque do atelier uma caixa de decantação. Pode ser uma simples caixa d'água de 50 litros, onde a água da lavagem deverá decantar antes de escoar pelo cano do esgoto.












2º) Caso a sua pia não permita esse tipo de improvisação, você pode usar um processo ainda mais rudimentar. Pegue um cano da bitola exata da saída do ralo da pia com um comprimento de uns 10 cm e coloque-o no ralo, de forma que uns 7cm fiquem de fora. Assim a água não conseguirá escoar totalmente e criará o efeito do decantador.


3º) Está achando isso tudo muito complicado? Isso não é desculpa! Agora se você não se ajeitou com nenhuma das anteriores, vem a dica mais simples de todas. Mantenha um balde de uns vinte litros com água sobre uma bancada ou próximo da pia. A partir de então, só lave pincéis ou raspe esmalte de peças nesse balde.
Qualquer resíduo de esmalte deve ser jogado nesse balde.

4º) E quanto o que fazer com os resíduos que foram salvos de contaminar os oceanos?

I - Se você estiver usando os processos descritos nas dicas 1º e 2º, provavelmente os metais pesados estarão misturados com argila. Assim, quando você for limpar a caixa ou a pia, deverá colocar esse lodo junto da barbotina para reciclar. Assim, os metais pesados serão incorporados à massa das nossas
peças futuras.

II - Se você está usando a 3ª dica então pode recolher esse material e juntar ao balde de misturas ou "lixo" de esmalte. De ambas as formas os metais pesados não irão contaminar os esgotos e os oceanos.

5º) Reaproveitando pilhas usadas!

Sabe aquela pilha grande usada que você jogou fora e contaminou a natureza. Dentro dela (e das pequenas e médias também) existe uma razoável quantidade de óxido de manganês. Se você tiver paciência para abrí-la, terá umas 50 gramas de colorante (manganês) reciclado. Dá um pouco de trabalho mas o meio ambiente agradece.

6º) Você tem uma sucata de fios de cobre "mofando" em uma caixa que não servem mais nem para pequenos reparos elétricos?

Não os jogue fora!(principalmente no lixo doméstico). Com eles você pode conseguir produzir o óxido de cobre, que é um colorante pelo qual pagamos um preço um pouco custoso. Coloque os fios desencapados no interior de uma peça biscoitada abandonada e leve-os ao forno na próxima queima de biscoito. Ao sair eles estarão cobertos de uma capa escura - o óxido de cobre. Raspe, triture e use para decorar ou colorir esmaltes.

Seja consciente! Pratique a cidadania...


Colaboração do Professor Tito Tortori, ceramista com ateliê no Rio de Janeiro-RJ.
Email: titotortori@yahoo.com.br
Extraído do site: www.ceramicanorio.com.br

quarta-feira, 17 de março de 2010

ILUMINAÇÃO





Aquél que encuentra la felicidad em su interior, que reposa solamente em su vida interna, que tiene la luz em su interior, esse Yogui, siendo uno com la naturaleza, alcanza la unidad com BRAHMA.

Capitulo V.24, El Bhagavad-Guita de acuerdo com Gandhi.
Evangelio de la accion desinteresada
Imagem da net

sexta-feira, 5 de março de 2010

CANÇÃO PARA NINAR LÍLIA



Anjos Ensinando Querubins a Voar, de Carlos Bastos
2008, óleo s/ tela, 90 X 140 cm



CANÇÃO PARA NINAR LÍLIA
Nilo Pereira Bastos ( poeta fictício do romance Anjos Caiados de autoria de
Ariovaldo Matos)

Trazes quanto na bolsa?
Não contaste, não quisestes?
Trazes bastante e já não são
Cédulas, cheques, vômitos.
Agora são canções de amor,
Lília. Ou não percebes?


Lascivos olhares na memória
Impresso, nas entranhas fel
Trouxeste. Sei, mas não sonhas?
Transforma tudo em mel, rosas.
Podes, amor, podes amiga,
Irmã, Lília. Ou não percebes?


Dorme, são horas. Fecha os olhos.
Assim... Respira beleza, alegrias,
Respira amor, esta paixão, fogos
Que me aquecem. Mas, a quem falo
Agora? A quem falo irmãos Anjos,
Se Lília sonha e já percebe?

terça-feira, 2 de março de 2010

OM SHANTI, SHANTI, SHANTIHI!






Toda a gente conhece a Guernica, um painel pintado a óleo com 782 x 351cm, que Pablo Picasso apresentou em 1937 na Exposição Internacional de Paris.

A tela, em preto e branco, representa o bombardeamento sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de Abril de 1937 por aviões alemães e atualmente está exposta no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid..

O pintor, que morava em Paris na altura, soube do massacre pelos jornais e pintou as pessoas, animais e edifícios destruídos pela força aérea nazista tal como os viu na sua imaginação.


Agora uma artista nova-iorquina, Lena Gieseke, que domina as mais modernas técnicas de infografia digital, decidiu propor uma versão 3D da célebre obra e colocá-la na net sob a forma de um vídeo (ver relacionados no final do texto). O resultado é fascinante e permite-nos visualizar detalhes que de outro modo nos passariam despercebidos. Essa técnica inovadora revela-se um instrumento poderoso para compreender melhor a forma de trabalhar do pintor e até o modo como funcionava a sua imaginação.
Recebido de Stela por email

SAMSARA - MAITRI UPANISHAD


Guernica- Picasso

O samsara é o próprio pensamento.
Com esforço, é preciso purificá-lo.
Aquilo que o homem pensa é aquilo que ele se torna.

EROS E PISQUE



Eros da asa preta, escultura em ceramica, vermelha e preta, foto e escultura: Dila Luna Matos

value="http://www.youtube.com/v/z-7VyDobK5M&hl=pt_BR&fs=1&color1=0x006699&color2=0x54abd6">

Maria Bethânia


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Imagem da Net


“O pensamento se manifesta como uma palavra;
A palavra se transforma em uma ação;
A ação se desenvolve como um hábito;
E o hábito se cristaliza em um temperamento;
Portanto observe com cuidado os pensamentos e seus resultados,
e faça com que eles brotem do amor
e do respeito para com todos os seres...
Da mesma forma que a sombra segue o corpo,
nós nos tornamos aquilo que pensamos”.
Buda

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

PARABÉNS LI STODUCTO!


CERTAS NOITES
Poema de Li Stoducto

Certas noites eu navego
vou ao léu
ao encontro do céu
certas noites eu me entrego

Certas noites eu naufrago
bebo o breu
que pinta o céu
certas noites eu me afogo

Mas volto à tona,
volto à flor d'água
sou marinheira
de mil viagens
solto meu canto
volto sereia
deslumbro
encanto
fascino
seduzo
atraio
cativo
enredo
engano
desfaço
maltrato
tiro o compasso...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PRASNA UPANISHAD


Foto de Fred Matos; o meu Sol




Prasna 7

“O Sol nasce todos os dias – o sol que é a alma de todas as criaturas, a alma de todas as formas. O sábio que reconhece a si mesmo em todas as formas é, verdadeiramente, vida. O Sol retém a energia vital de todos os seres e é a soma de toda a criação”.

Prasna Upanishad pertence a seção do Brahmana do Atharva Veda.

Do livro As Upanishad de Carlos Alberto Tinôco

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ESPECIAL RAMAYANA - CENTRO DE ESTUDOS VIDYA MANDIR


Março – Especial Ramayana


É dito que de tempos em tempos, quando o Dharma declina, Visnhu, o mantenedor do Universo, assume uma forma terrestre com o objetivo de restaurar a ordem e harmonia. Uma das formas mais famosas é Rama, que até hoje é celebrado como símbolo do próprio Dharma. De fato, de todos os personagens que compõem a mitologia hindu, Rama é aquele que vem à mente ao se pensar em Dharma.

Nos dias 23 de Março e 06 de Abril, serão comemorados no Vidya Mandir dois festivais, relacionados a Rama e seu fiel companheiro Hanuman, cuja história é contada no épico Ramayana.

O festival de Ramanavami ocorre no nono dia à partir da Lua Nova do mês hindu de Chaitra, que geralmente cai em Março ou Abril. O Ramayana conta que, nesta data, Rama teve seu nascimento, e os hindus comemoram de diferentes maneiras, evocando o Dharma em suas vidas.

A história conta que Rama atravessou toda a Índia, saindo de Ayodhya, ao norte, e chegando em Lanka, ilha ao sul do sub-continente. Seu objetivo era resgatar sua esposa, Sita, raptada pelo asura Ravana. No caminho, Rama derrotou diversos asuras e rakshasas, restaurando assim o Dharma.

Nesta jornada, Rama foi sempre acompanhado por Lakshmana, um de seus irmãos, e Hanuman, seu fiel companheiro. Este último, sendo filho do Vento e tendo a força do Prana, liderou o poderoso exército de macacos, que foi crucial para o êxito da jornada. Hanuman sempre age em nome de Rama, representando, assim, o devoto que sempre age com a visão de Isvara, o Todo, em mente. É dito que não há maneira mais efetiva de se alcançar Rama senão mediante Hanuman; desta forma, ele também representa a capacidade de disciplina em nome do Dharma.

O festival de Hanuman Jayanti comemora seu nascimento, e ocorre na Lua Cheia do mês de Chaitra, alguns dias depois do Ramanavami.

Este ano, dedicaremos o mês de Março a Rama e Hanuman, com encontros semanais e disciplinas até o dia 6 de Abril. Este período é especialmente dedicado ao questionamento sobre o Dharma, e por isto a história do Ramayana será contada nos encontros, uma vez que é repleto de situações que ensinam sobre este tema. Além disto, em cada encontro, cantaremos bhajans e executaremos uma Puja.

No dia 30, será falado sobre o Hanuman Calisa, poema escrito por Tulsidas no séc. XVI e cantado até hoje por milhares de devotos dedicados a Hanuman.

Dias:

23/02/10, 19h - Bhajans; Ramayana I; Puja
02/03/10, 19h - Bhajans; Ramayana II; Puja
09/03/10, 19h - Bhajans; Ramayana III; Puja
16/03/10, 19h - Bhajans; Ramayana IV; Puja
23/03/10, 19h - Comemoração do Ramanavami (que ocorre dia 24/03)
30/03/10, 19h - Bhajans; Hanuman Calisa; Puja
06/04/10, 19h - Comemoração do Hanuman Jayanti (que ocorre dia 29/03)

Durante este período, diversas disciplinas são sugeridas, como as que se seguem abaixo:

* Satya Vrata: Falar apenas o que for verdade, que seja útil, e de forma agradável;
* Atenção ao Dharma: trazer à mente a reflexão sobre o Dharma e a atitude de Karma Yoga;
* Caderno de Rama: preencher um caderno novo, pequeno, com o nome de Rama, de preferência em Devanagari. A cada dia, deverão ser preenchidas algumas páginas, de modo a oferecê-lo completo na Puja do dia 23/03. Simbolicamente, oferecemos todas as nossas ações à Ordem, que é o próprio Dharma;
* Japa: fazer uma volta de Mala por dia com o mantra de Rama, até o dia 24/03, dia de Rama.
* Japa: fazer uma volta de Mala por dia com o mantra de Hanuman, do dia 24/03, dia de Rama, até o dia 06/04, comemoração do dia de Hanuman.

Pode-se fazer todas as disciplinas, bem como apenas algumas delas.

O primeiro encontro será dia 23/02, terça-feira, e iniciaremos as disciplinas dia 24/02, quarta-feira.

"O Dharma protege aquele que protege o Dharma"

Jaya Sri Rama!

CENTRO DE ESTUDOS VIDYA MANDIR
Rua Miguel Lemos 44/ 902 - Copacabana - RJ
www.vidyamandir.org.br / tel: (21) 2287-2774



O QUE É O DHARMA?
Swami Dayananda Saraswati
(Palestra de Swami Dayananda proferida na Califórnia, USA, para a revista Mananam.)

A palavra dharma é derivada da raiz sânscrita dhr, que tem certo número de significados, sendo os principais "existir, viver, continuar" e "segurar, suportar, sustentar". A própria palavra dharma acabou sendo usada numa larga variedade de sentidos, a maioria relacionados com as traduções mais comuns: retidão, virtude, dever.

Num sentido mais amplo, dharma refere-se à natureza ou caráter do que quer que seja. Nessa ordem de idéias, é possível falar do dharma de um objeto inanimado, ou de plantas e animais. O dharma, ou natureza, do fogo é proporcionar calor e luz. O dharma de uma vaca inclui dar leite e pastar. O dharma da vaca não inclui ficar à espreita e matar presas.

A natureza do ser humano, como ensina o Vedanta, é a plenitude absoluta. E é em relação ao indivíduo que não reconheceu sua própria plenitude que dharma pode ter diversas mudanças de significado.

Todos os objetivos que alguém procura na vida cabem em quatro categorias: segurança, prazer, dharma e liberação. Os desejos de riqueza e segurança e de prazeres sensoriais são compartilhados por todos os seres vivos. Quando se trata de animais, a busca desses bens é governada pelo instinto. A vaca masca a grama por instinto, não por escolha. Toda ação envolve escolha de finalidades e meios para atingir um dado objetivo. Cada um pode agir em harmonia com sua natureza, em contato com outros indivíduos ou dentro da sociedade, ou pode não fazê-lo. Assim, para o ser humano, são valores que governam as ações ou a busca de segurança e prazer. Uma vez que valores são sujeitos a variações e mudanças, cada um deve ter um conjunto de linhas de conduta que governe seus valores.

Esse conjunto - ética - é chamado dharma. Dharma inclui tanto uma ética do bom senso, escolher minhas ações de maneira a não agredir os outros, como uma ética religiosa, que diz não me ser possível escapar dos resultados das minhas ações. Ações corretas ou incorretas levam a resultados conseqüentes, seja nesta vida ou depois dela.

O quarto objetivo desejado - o que dá fim a todos os demais desejos e objetivos - é moksha, a liberação. Liberação e reconhecimento da própria natureza como plenitude e totalidade. A pessoa liberada, como um ser pleno, não tem mais desejos e sua vida só pode estar em harmonia com tudo que a cerca. É um exemplo vivo de dharma a ser seguido por todos. Até que se alcance essa plenitude, as leis do dharma se mantêm como linhas de ação que norteiam a vida. Vivendo uma vida reta e virtuosa, a pessoa prepara a mente para receber o ensinamento que lhe trará moksha.


foto do site: http://jardinagemlibertaria.wordpress.com/

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A GRANDE NOITE DE SHIVA


No Shivapurána é dito que, em todos os meses, a noite anterior ao dia da Lua Nova é dedicada a Shiva. Essa noite é chamada Shivarátri, a “noite de Shiva”. Uma vez ao ano, no mês de fevereiro/março, chamado mágha, há um dia e uma noite inteiros dedicados a Shiva, chamados Maháshivarátri. Esse dia é de orações, rituais, ascetismo e práticas espirituais. É quando novos sannyásis, renunciantes, são iniciados; pessoas que desse momento se propõem a viver somente suas buscas espirituais. Na Índia, em todos os templos de Shiva, há uma grande comemoração nesse dia.Shiva, na tríade vêdica, é o Destruidor, Transformador, ao lado de Brahmá, o Criador, e Vishnu, o Preservador.Não encontramos templos a Brahmá, pois todo o mundo é seu templo, e o respeito à criação, o oferecimento de orações a Ele. Nada temos a pedir, pois a criação aqui está.Vishnu, o Preservador da criação, é casado como Lakshmí, a Deusa da riqueza. Os templos dedicados a Eles, ou a uma das manifestações de Vishnu, como Ráma ou Krishna, são de grande beleza e muito populares. A Ele é pedido o bem-estar, conforto, riqueza e bens materiais.Shiva é o asceta. Ele dissolve a criação para o aparecimento de outra. Ele remove a ignorância para dar lugar ao conhecimento. Ele ajuda os ascetas, os yogis e os estudantes de Vedanta no seu caminho espiritual. Ele domina todas as disciplinas físicas e mentais. Freqüentemente encontramos imagens de Shiva em profunda meditação. Muitos se espantam ao vê-lo envolto em cobras e decorado com cinzas. A cobra simboliza o ego, o ahamkára, que para Ele não é um problema. Para Ele o ego é um alamkára, uma decoração, pois Ele tem o conhecimento do Eu real, ilimitado. As cinzas representam a queima da ignorância e da ilusão. Os cabelos são compridos como os de um asceta, com um coque no alto da cabeça aparando o rio Ganges, que vem com grande força destruidora, para fazer com que esse mesmo rio saia mais tranqüilo para abençoar os seres na Terra. Ao seu lado, em uma de suas mãos, o tridente, trishúla, símbolo do renunciante, e na outra o damaru, pequeno tambor de onde partem os primeiros sons da criação.Shiva é Íshvara, também chamado Maheshvara e Jagadíshvara – o Grande Senhor e o Senhor do Universo. Íshvara é o todo, toda a criação e a causa desta. Por isso Shiva também é simbolizado por um lingam. Lingam, em sânscrito, significa alguma coisa com a ajuda da qual você vê outra coisa. É uma indicação. Shivalingam é uma forma sem forma específica. Uma forma que inclui todas as formas. É o símbolo do todo, que é Shiva.No dia de Maháshivarátri os devotos passam o dia em atividades religiosas e espirituais. Ficam em silêncio, jejum e orações, e no templo há, durante todo o dia, até a meia-noite, uma corrente contínua de repetição do mantra Om namah shiváya – Om saudações a Shiva. Durante o dia vários rituais são feitos. À noite é feito o árati (ritual simples com fogo e cânticos) e distribuído prasáda (alguma coisa, principalmente comestível, que é oferecida no templo e depois dada a todos os que participam).Durante todo esse dia e essa noite, Shiva, que significa auspiciosidade, é lembrado. Não só Ele, mas o que Ele representa: a dedicação total à chamada vida espiritual e à busca do conhecimento; a destruição completa da ignorância e quaisquer obstáculos que possam existir; a dissolução do devoto no altar da devoção, na chama do conhecimento da identidade da natureza de ambos. O devoto de Shiva alcança o bem absoluto que é Ele mesmo.

Extraído do jornal Pramá (Ano I, Nº 1, de março de 1988) do Vidyamandir - Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, e digitado por Cristiano Bezerra. Visite o site do Vidyamandir - Centro de Estudos de Vedanta e Sânscrito, da profª Glória Arieira, em www.vidyamandir.org.br
Copiado do site: www.yoga.pro.br


ARTE EM MOVIMENTO - ONGOTÔ - GRUPO CORPO




Trecho do balé "Onqotô", com o Grupo Corpo Companhia de Dança. Coreografia de Rodrigo Pederneiras. Música de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik. Prestigie o Grupo Corpo, acesse o site oficial: www.grupocorpo.com.br
Categoria: Entretenimento

Palavras-chave: Grupo Corpo Companhia Dança Onqotô Rodrigo Pederneiras Balé Ballet

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ILUMINAÇÂO



SEXO e MORTE



Para além do meramente político – e já no campo ético, metafísico e religioso –, meu personagem Quaderna, O Decifrador, é deformado, entre outras coisas, pela visão torcida doentiamente e exacerbada do Sexo, pela violência da revolução, pelo opressivo e sufocante terror do Estado e pela corrupção moral ligada ao dinheiro. A sociedade do século XX deifica três ídolos: Falo, Moloc e Mamon e as marcas de suas deformações e dessa idolatria são perfeitamente visíveis em Quaderna.

Em minha visão-do-mundo, O Sexo não é apenas, como costumam dizer os superficiais, um fato “normal e saudável”. Muito mais do que isso, o Sexo é a situação extrema, o êxtase, a crispação do Amor, do carinho e da ensonação amorosa,motivo pelo qual atinge a fronteira do Sagrado e da Beleza, a fronteira de Deus. Os antigos diziam que a Morte é o toque de um Deus no homem. É como se, ao entrar em contato direto com a Divindade, a natureza humana não suportasse esse terrível fato e sucumbisse aos estremeços orgiásticos da Morte, fêmea e amantes para os homens, macho e amante para as mulheres, materna, paterna e terrível para todos. Daí a ligação, sempre ressaltada também, entre o êxtase da morte, a fruição da beleza e o êxtase mortal do Amor, inclusive sexual. É isso o que, sob a forma poética do Mito, Quaderna procura dizer em o Rei Degolado, a respeito da Morte Caetana: “Quando ela, sob forma de fêmea, escolhe um homem para matar, aparece a ele entre delírios e prodígios e exibe-lhe agressivamente seu peitos. O homem fascinado beija-os, e, ao mesmo tempo em que os morde, é picado pela cobra-coral que serve de colar para a Moça Caetana. È então que o homem é fulminado nos estrtemeços obscenos da morte.” Depois , explicando a origem do homem pela união de deuses com animais, Quaderna diz sobre a morte, a Onça Caetana: “Do sangue de todos os homens-machos que nascem, ela faz se apossar um de seus Gaviões, e do sangue das mulheres-fêmeas a cobra-coral Vermera. É por isso que toda mulher, quando goza ou quando entra em agonia, se contorce como uma serpente. È por isso que todo homem, quando goza ou quando morre, estremece todo, cerrando os dentes e, logo depois, abrindo e fechando a boca, no feio e sagrado espasmo do Gavião profundamente ferido. E, finalmente, é por isso que todos os homens, e todos os filhos dos homens, são também filhos da Morte, nenhum deles escapando a suas garras maternais e cruéis.”

Assim, não é somente a Morte: o estremeço do amor e do Sexo, o choque violento da beleza e da Arte, e também naturalmente o abalo, o êxtase terrificante, fascinador e final da Morte, tudo isso são toques de Deus no homem, assim como a Arte e o Sexo são, no homem, expressões de revolta contra a Morte e afirmação de uma momentânea e precária, mas ainda assim vital e poderosa imortalidade. É por isso que nunca estranhei que a linguagem através da qual Santa Teresa de Ávila descreve seu êxtase religioso seja povoada de signos e insígnias ligadas ao Amor e ao estremeço sexual, assim como acontece também com a linguagem da Arte e da literatura. Quando me insurjo contra a comercialização e a vulgarização do Sexos, contra a massificação da Arte e contra a escamoteação da Morte, efetivadas, numa sistematização cuidadosamente programada, pela sociedade contemporânea, não é por puritanismo, atitude que seria ainda mais inaceitável no homem que sou- mas sim exatamente por respeito à nossa busca da Beleza pela Arte, do Amor pelo Sexo, da morte como fonte de Vida, os três ásperos e belos caminhos através dos quais o homem-mortal as vezes experimenta ainda neste mundo escuro, o toque da Divindade imortal.

Ariano Suassuna, do livro Almanaque Armorial

www.arianosuassuna.com.br

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CADERNO DE YOGA

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM ESTRUTURA COM BAMBU









Curso de Capacitação em Estruturas com Bambu



Pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro um Curso de Capacitação em Estruturas de Bambu REALMENTE completo.
O curso engloba as técnicas comprovadamente eficazes para corte, manejo, secagem, tratamento, manufatura e montagem de estruturas em geral.

Durante o curso, os alunos partiparão da montagem de uma construção com 140m². Este é o único curso onde os alunos participarão de todas as etapas construtivas.

Desde a construção das sapatas, passando pela confeção das peças, até a cobertura e fechamento com painéis, todas as técnicas serão exercitadas de forma prática e teóricas.




Os alunos que concluirem o curso estarão aptos a fazer visitas técnicas à propriedades para inventariar os bambuzais, fazer estimativas de produção, plano de manejo e beneficiamento, projetar e executar estruturas rurais e habitacionais.


O Instituto Pindorama é fundamentado na filosofia védica. Somos um crescente grupo de pesquisadores, agrônomos, professores, comunidades e voluntários dispostos a orientar a criação de abundância, saúde e trabalho eficiente, com proteção tanto da natureza quanto de investimentos sustentáveis.

O Curso será ministrado em um ambiente totalmente projetado de acordo com o Vastu Shastra, a Ciência Védica da construção, pai do Feng Shui. O curso ainda inclui os conhecimentos básicos para harmonização de construções e ambientes de acordo com o Vastu.

O Vastu Shastra ou “Ciência do Bem Viver” é a milenar Ciência Védica da Arquitetura a qual lida com as influências espirituais e energéticas das paisagens e como harmonizá-las.

"Uma casa adequadamente desenhada e agradável será a morada da boa saúde, riqueza, inteligência, boa progênie, paz e felicidade e redimirá seu dono de débitos e obrigações. Negligenciar os cânones da Arquitetura resultará em viagens desnecessárias, mau nome, perda da fama, lamentações e desapontamentos. Todas as casas, vilas, comunidades e cidades, portanto, deverão ser construídas de acordo com o Vastu Shastra. Trazido à luz em favor do universo inteiro, esse conhecimento é para a satisfação, melhoria e bem-estar generalizado de todos."

Saramananga Sutradhara



Facilitadores do Curso:

Bruno Sales

Graduando em Engenharia Agronômica, estagiário do Departamento de Engenharia Florestal da UFRRJ (Universidade Rural) e da EMBRAPA Agrobiologia onde desenvolve pesquisas com Bambu nas áreas de construção, propagação, manejo e utensílios para o meio rurarl, abordando a questão ecológica.

Ministrou diversos cursos em instituições como EMBRAPA, UFRRJ, PUC-RIO, UNIRIO e comunidades de Paraty, Trindade e Praia vermelha em Ilha Grande.

Desde os 10 anos de idade, Bruno aprendeu técnicas artesanais com seus avós e ao longo dos anos de prática e expericência e estudos de técnicas, conseguiu compilar os procedimentos mais eficientes e com melhor custo X benefício para promover o uso sustentável e viável do bambu.







Nilson Dias

Graduado em Análise de Sistemas e com Pós-graduação em Gerenciamento de Projetos. Consultor de Vastu e Professor de Yoga Sivananda formado em Uttarkashi, Himalaias. Estudante de Vedanta e Jyotish.

Gerente de Projetos do Instituto Pindorama e professor de Vastu Shastra juntamente com Sandeep Garg no Ancient Astrology Institute.

Trabalha há mais de 8 anos com maquetes eletrônicas e computação gráfica. Atualmente dedica-se também no estudo de habitações sustentáveis com materiais ecológicos.


Curso de Capacitação em Estruturas com Bambu

Rotina diária:

06:30 Despertar
07:00 Prática de Yoga / Meditação
08:00 Desjejum Orgânico
08:30 Aula Teórica/Prática
12:30 Almoço Vegetariano
14:00 Aula Teórica/Prática
16:30 Lanche
17:00 Revisão do Dia
18:00 Horário Livre
19:00 Jantar
20:00 Confraternização e Satsanga
22:00 Recolhimento e Apagar das Luzes

O curso terá aulas teóricas e práticas desde o primeiro dia resultando em uma construção de 140m²,
todas as etapas da construção serão estudadas e praticadas.

Será concedido a cada aluno um Certificado do Instituto Pindorama totalizando 32h.
Material Didático: Apostila completa impressa e DVD

Efetue sua matrícula agora com valor promocional
12 X de R$ 60,00 ou R$ 599,00** à vista


** pagamentos online possuem um acréscimo de 6,4%. O valor de R$ 599,00 é apenas para depósitos na conta da ONG ou 3 cheques de R$ 199,00.

O Valor promocional de R$ 599,00 é apenas para matrículas até 15 de Março. Após esta data o valor será de R$ 700,00.

Custos Adicionais:

Alojamento em Camping: Grátis

Alojamento em Dormitório Luxo: R$ 50,00 dia

Alojamento em Dormitório Simples: R$ 25,00 dia

Todas as refeições estão inclusas.

Informações: contato@pindorama.org.br ou (22) 9975-0238




Conteúdo Programático

Dia 1

Módulo 1 - Situação Atual do Bambu no Brasil e Histórico no Mundo

- Institutos , Pesquisas e visão popular no Brasil, prós e contras e direção
- História do Bambu no Mundo: China, Japão, Índia e Colômbia

Módulo 2 - O Instituto Pindorama e o Bambu

- Proposta do Pindorama, missão e valores


Módulo 3 - Corte, Manejo e Produção

- Ferramentas e segurança
- Épocas de Corte e Calendário Lunar
- Inventário de Bambuzais
- Produção por m² e anual
- Plano de Manejo


Módulo 4 - Propagação e Plantio do Bambu

- Propagação Genética: Sementes
- Propagação por Clonagem: Rizoma, Segmento de Colmo, Chusquinha (Guadua) e Galhos
- Apresentanção dos resultados de pesquisa de propagação: qual a mais eficaz?
- Espaçamento para o Plantio
- Produção por hectare


Módulo 5 - Noções de Vastu Shastra (Ciência Védica da Construção)

- Mitologia e Ciência da Construção Védica
- Geo-magnetismo e Energia Solar
- Os cinco elementos
- Os nove planetas
- As nove direções na construção


Dia 2

Módulo 6 - Ténicas de Secagem e Armazenamento

- Técnicas de secagem pós-corte de bambu
- Técnicas de secagem pós-tratamento (autoclave, imersão, capilaridade, cozimento, etc)
- Técnicas de Empilhamento e Estocagem de Bambu
- Organização Qualitativa do Estoque


Módulo 7 - Técnicas de Tratamento de Bambu

- Imersão em solução
- Imersão em água corrente
- Autoclave
- Cozimento
- Defumação
- Fogo?
- Injeção em Colmos
- Capilaridade
- Método de Bombeamento sob pressão
- Prós e Contras, métodos mais eficazes
- Planejamento de Custos

Módulo 8 - Dimensionamento de Projetos Estruturais

- Dimensionamento de Sapatas
- Dimensionanamento de Tesouras de Bambu
- Dimensionamento de Coberturas: Sapê, Telha Ecológica, Telhado vivo (cobertura verde) e telha cerâmica
- Planejamento de Custos
- Cronograma da Obra
- Confecção de Orçamentos



Dia 3

Módulo 9 - Construção de Tesouras e Manufatura de Colunas e peças estruturais com bambu

- Seleção das peças por diâmetro e espessura da parede
- Introdução às ferramentas: furadeira adaptada, serr-copo, tico-tico, formão e serras.
- Encaixes e manufatura
- Tecnologia com barra rosqueada e massa injetada
- Esquadrejamento de tesouras
- Etapas de Montagem


Módulo 10 - Acabamento de peças

- Lixamento e escovação
- Vedação das peças de bambu
- Aplicação de óleos, vernizes e tintas
- Acabamento por fogo e defumação


Dia 4

Módulo 11 - Projetos de Galpões e Chalés com Bambu

- Gerenciamento de Projetos Construtivos com Bambu
- Planejamento e Controle de Custos por m²
- Finalização da Montagem

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PARA SE APROFUNDAR NOS CONHECIMENTOS DO YOGA

Em de 2000 fui fazer uma aula experimental de Yoga, quando cheguei em casa fui para a internet saber o que é Yoga, achei o Portal do Yoga, que depois passou a ser www.yoga.pro.br, fiquei muito entusiasmada com tudo que li lá, daí não parei mais de entrar e ler os artigos, fiz do site o meu Guru.
Agradeço a todos os sites que passam os ensinamentos do Yoga.




http://www.vidyamandir.org.br/





http://www.yogavaidika.com



http://yogaestudoscomplementares.blogspot.com

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

VERGONHA NA COSTA RICA





KALI COMO A SHAKTI YUGA - SHAMBHAVI CHOPRA


http://images.google.com.br
Quinta-feira, 18 outubro, 2007

O poder de criar uma Idade do Novo Mundo

Como a grande potência da época, Shakti Kali cria o Yugas ou idades diferentes mundo que a humanidade atravessa durante os longos ciclos de evolução cósmica. Kali é a Deusa da eternidade vigiando todos os nossos mudanças temporais e facilitar aqueles que promovem o nosso crescimento interior. Mais especificamente, Kali é a Yuga Shakti ou o poder do tempo que leva a humanidade de uma idade para outro mundo. Ela trabalha para sustentar a energia espiritual do planeta através de ambas as idades de luz e escuridão.

A Deusa das Trevas não é simplesmente uma deusa hindu, mas a forma universal da Mãe, que é o verdadeiro governante do mundo. O despertar para a Deusa que está ocorrendo hoje em um nível global é, yogically falando, um despertar para a energia de Kali. A Deusa Mãe como a Devi escuro, misterioso e transcendente é a chave para o verdadeiro poder e presença do universo em todas as suas manifestações. Kali é mais uma vez entrar em humanidade e para a esfera da Terra para trabalhar sua mágica e sua admiração.

O Devi traz todas as transformações do planeta, despertando a Shakti estimular a consciência planetária e não apenas individual, mas a maior consciência planetária. O actual naturais e catástrofes humanas que estão acontecendo em todo o mundo hoje são uma indicação do poder transformador da Kali empurrando a humanidade para a mudança, para romper as nossas crenças divisionista e terminar o nosso comportamento destrutivo que já chegou a ameaçar toda a vida no planeta.

Até que fazer a mudança decisiva interior e desistir de nossas atitudes e ações destrutivas, podemos enfrentar a ira universal de Kali, a nível global, com o perigo de catástrofes globais aumentando gradualmente ao longo do tempo, até que somos confrontados com a escolha de mudar radicalmente Como vivemos ou perecer como espécie. Para enfrentar o desafio de Ma Kali, devemos nos voltar dentro e abandonar nossos esforços para controlar o mundo exterior, buscando compreender a nós mesmos primeiro.

Hoje a nossa civilização não honra o Devatas, as forças cósmicas, dos deuses e deusas que encarnam os poderes sagrados da natureza da qual dependemos para o nosso bem-estar. Intelectuais e académicos reduzir as Deidades de vida, por cuja graça que função, para aberrações da psicologia, da política ou a antropologia, a meros reflexos do comportamento humano normal que tem nada de sagrado nisso. As religiões, em nome de Deus, a prática política e procuram dominar o mundo com suas crenças, ao invés de espalhar uma mensagem de amor, união, a graça da Mãe, e auto-realização.

Entretanto, mesmo aqueles que tentam praticar Tantra têm geralmente reduzido para pouco mais de magia negra, utilizando-se o mundo do espírito de promover ganhos materiais para si e para sua clientela paga. A essência da tradição do Yoga, parece ter sido assaltado à exploração comercial e auto-engrandecimento pessoal em todas as frentes.
Há pouco Dharma real, ou princípios naturais e universais, mesmo entre aqueles que tentam salvar o planeta. Temos muitos descontentes "irritado" activistas que procuram colocar a culpa para os problemas do mundo em alguém, gritando e xingando os outros, ao invés de se tornar verdadeiramente paz ajudantes amoroso que pretendem unir-nos para o maior benefício de todos.

Nós continuamos a dividir a humanidade em nome da religião e da política, a luta entre nós, embora globalmente continuamos a devastar o planeta, pilhar os seus recursos e fazendo tóxicos suas terras, água e ar.

Para trazer o nosso planeta em uma era nova e espiritual, um mundo novo a idade da consciência superior, é preciso primeiro ganhar a Shakti ou a capacidade de fazê-lo. Temos de ter o poder, a competência, a sinceridade ea graça das forças superiores. Não podemos, por nossa conta nos levar além de nossos problemas humanos, sociais e psicológicos, porque o nosso comportamento e mentalidade existe dentro de seu campo. Para isso devemos, mais uma vez, humildemente pedir a graça da Mãe, principalmente como Kali, a Mãe como o governante de todos os tempos e de transformação.

Precisamos de um novo Shakti para trazer esta necessária mudança global sobre, uma nova descida do poder espiritual da deusa-mãe. Para que isso ocorra, é preciso primeiro levar a Shakti em nós mesmos, em nossas mentes e corações, e aprender a viver de acordo com seus choques, ritmos e vibrações transformadoras, deixando-a purificar e refazer a nossa própria natureza psicológica primeiro.

O poder do divino feminino é uma vez mais necessária para facilitar um novo nascimento de uma consciência mais elevada no mundo, não apenas em um indivíduo, mas a nível planetário. Devemos reconhecer a Deusa em todas as suas formas, de que sua manifestação transformadora de Ma Kali é talvez a mais central. A graça feminina, a mansidão ea bondade é necessária para aliviar a dor e raiva que está queimando dentro de nós, alimentado pela ganância, a ambição ea ignorância de gerações.

Temos de avançar para além dos caprichos das paixões humanas e necessidades, abrindo nossos corações à força Shakti vida de Kali. Ma Kali anseia pela sua plena expressão a ser sentida e vivida, a fim de tornar a nossa vida em algo significativo para a alma. Podemos sentir sua força mística subindo fortemente, mais uma vez nesta época instável de transição. Ela está à procura apaixonadamente para sadhakas para levar adiante sua vontade benigna.

Para o verdadeiramente novo para vir a ser, o velho deve primeiro passar. Este é o trabalho de Shakti Kali ou hora-força. Mas não é simplesmente um fator externo da destruição de pessoas mal pelo bem. Hoje, estamos em grande parte vive em uma zona cinzenta, onde a pureza do coração é praticamente inexistente. Entretanto, nenhuma alma na sua essência é o mal, tudo pode ser levantado, se chegar a eles, no momento certo e as circunstâncias. Temos de expulsar toda a fraqueza, a culpa, mesquinhez e estreiteza dentro de nós mesmos.

A força negativa ou Asuric momentaneamente não prevalecer, mas muitas vezes a escuridão é maior antes do amanhecer, e a negatividade deve manifestar externamente antes que possa ser totalmente varridos. Não há força ou poder que Undivine Ma Kali não pode corresponder, consumir e dissolver em sua maior paz.

O Devata ou superior força divina deve ser honrado em nossos tempos de conflito e caos. Temos de olhar além de nossas fixações humana e histórica para os poderes cósmicos. As inevitáveis perturbações ecológicas que estão começando a ocorrer são significados conduzir-nos ao abrigo destas formas benevolente e poderoso cósmica, para fazer-nos reconhecer a nossa dependência sobre o universo maior e sua essência divina. A presença Devata vai se manifestar mais uma vez com uma onda de energias benigna para alcançar uma existência pacífica para a humanidade e para a Terra.

Ma Kali é o poder supremo por trás de tudo espiritual genuína e movimentos de yoga e seus desdobramento através do processo de grande parte do tempo. Mahadevi Kali é a Yuga Shakti, Anunciando o novo movimento de Yoga despertar este poder Shakti. Seu papel já foi manifestada anteriormente nesta época de grandes videntes e professores como Ramakrishna, Yogananda, Aurobindo, Ma Anandamayi e muitos outros, que trabalhou principalmente através do poder da deusa-mãe.

No entanto, ainda há uma necessidade urgente de novos avatares e formas de energia de Kali, um novo ressurgimento de seu culto e de uma maior descida da sua graça. Kali é a chave para nosso futuro como uma espécie eo nosso destino em um nível de alma. Ma Kali exerce o poder de elevar a humanidade, mas ao descobrir que precisamos descobrir ela como a Mãe Universal descansando na chama do coração espiritual dentro de nós.
Precisamos aceitar fogo purificador de Kali, a fim de levantar-nos para a luz mais elevada, na qual nossos problemas pessoais e mundiais podem ser resolvidos. Aqueles que podem resistir e realizar o fogo de Kali pode trazer uma nova luz para o mundo. Eles vão descobrir uma visão do futuro que está em harmonia com a verdade eterna e da harmonia universal.


Sarvam santih santir eva santih
Todas as coisas podem ser pacífica, a paz de Paz!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

MANDUKYA UPANISHD


Imagem do http://baudeespeciarias-om.blogspot.com


INVOCAÇÃO

"OM...
Com os nossos ouvidos, ouçamos o que é bom.
Com os nossos olhos, contemplemos vossa integridade.
Tranquilos no corpo, possamos nós, que vos veneramos,
encontrar descanso.
Om...Paz - Paz - Paz".

1
"HARI OM!. Om, esta palavra representa o todo universo visível. sua explicação é a seguinte: tudo quanto ocorreu, está ocorrendo e ocorrerá, em verdade tudo isso é o som OM. E o o está além desses três estados do mundo temporal, isso também, em verdade, é o som OM."

Comentário:

O primeiro verso sugere a existência de duas esferas ou planos de existência: 1- o plano material e visível, onde as manifestações temporais e especiais surgem e desaparecem; 2- plano transcendente e intemporal, o plano do ser imperecível, insondável pela razão, situado acima e ao mesmo tempo, identificado com o primeiro. Ambos são simbolizados pelo OM.

Do livro:As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Edições Ibrasa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

RABINDRANATH TAGORE


Foto Sathyasaibaba
“De repente, tornei-me consciente de um estremecimento da alma dentro de mim. Meu mundo de experiência pareceu de repente, torna-se iluminado, e fatos que eram esparsos e obscuros, adquirem grande unidade e significação. O sentimento que me envolveu, parecia de um homem que, tateando dentro de um nevoeiro, sem saber onde se dirigisse, pudesse sentir-se de repente diante de sua casa”.

“Tive certeza de que algum Ser que me compreendia e ao meu mundo procurava sua melhor expressão em todas as minhas experiências, unindo-as numa individualidade cada vez mais ampla, que é uma obra espiritual de arte”.

Rabindranath Tagore (1861-1941)
Poeta indiano, prêmio Nobel de literatura, 1913.
(Tagore, R.; A religião do Homem; Rio de Janeiro, Record, 1981; P.89-90.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

RETIRO DE YOGA EM PARATY COM DAVID LUREY E ERIKA MONTES


RETIRO DE YOGA EM PARATY -

Ecovilla Goura Vrindávana



COM DAVID LUREY E ERIKA MONTES









Junte-se a David e Erika para um final de semana de Vinyasa, acro Yoga e Bhakti yoga! David dará aulas de Asana (estilo Mindful Spirited Vinyasa) todas as manhãs e as tardes serão compartilhadas com Erika e a linda pratica de Acro yoga. a noite nós iremos nos deliciar com a alegre celebração de kirtan, canto devocional.



Para saber mais sobre o renomado instrutor David Lurey entre em www.findbalance.net



O retiro acontecerá com duas variações:



1- Fim de semana designado a todos os niveis de alunos e praticantes, com idas a praia, yoga e música.

Sexta-feira (noite) 22 até domingo (tarde) 24 de janeiro



2- Segunda e terça continuarão com práticas avançadas e palestras para que professores de yoga possam se integram com novas idéias!

Sexta-feira (noite) 22 até terça-feira (tarde) 26 de janeiro



Fim de semana apenas R$ 475,00

Inclui hospedagem 2 noites, refeições vegetarianas, yoga e kirtan.



5 dias inteiros por R$ 675,00

Inclui: hospedagem 4 noites, refeições vegetarianas, programa de yoga do fim de semana+ workshops adicionais para professores.



Contato:

zophair@yahoo.com (21) 9974-5946

acyuta@goura.com.br (21) 9777-7379



Acyutananda dasa

Pousada Dharma Shala

Comunidade Auto Sustentável-Ecovilla Goura Vrindavana - Paraty-RJ

tel.: (21) 9777-7379 ou (24) 9962-5262

www.goura.com.br

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

UM ALTAR EM CASA - BOKAR TULKU RIMPOCHE


Um Altar em Casa - Bokar Tulku
Rimpoche
Para atingirmos a iluminação verdadeira, totalmente
pura, perfeita e onisciente, é necessário unir as duas
acumulações: mérito e sabedoria. Sem esta dupla
acumulação, a Iluminação não é possível.
A acumulação de mérito é de tal importância, que sem
ela a acumulação de sabedoria não poderia existir.
Existe uma relação interativa entre o mérito e a
sabedoria.
A acumulação de mérito situa-se no campo conceitual,
sendo também chamada de “meios”. A acumulação de
sabedoria é não conceitual, ela também é designada
por “conhecimento”. Se nós falarmos de “meiosconhecimento”
ou de “mérito-sabedoria”, o sentido é
o mesmo. Entre cada um destes termos existe uma
colocação.
Diz-se: “sem se apoiar no relativo,
impossível de atingir a iluminação;
sem se apoiar na iluminação,
impossível de atingir a liberação.”
Para atingir a Iluminação, é necessário então unir as
duas acumulações. Para nós que somos principiantes,
é na acumulação de méritos que devemos nos dedicar
mais, pois ela nos permite progredir rapidamente.
No contexto das oferendas que nós apresentamos no
altar, a acumulação de mérito faz referência a três
pontos:
1 O objetivo de acumulação: são os Budas e os
Bodisatvas, o campo de mérito superior das
qualidades inimagináveis. Primeiro é necessário ter fé
e devoção para com eles.
2 A intenção perfeitamente pura: devemos pensar que estamos fazendo essas oferendas com o objetivo que nós
mesmos e todos os seres possamos fazer as duas acumulações e atingir a Iluminação.
3 A matéria perfeitamente pura: são as oferendas materiais e as oferendas produzidas pela imaginação.
As oferendas materiais são constituídas pela série tradicionalmente chamada “as sete oferendas”, mesmo que sejam
oito, as duas primeiras reunidas para contarmos como uma. Estas oferendas são: a água para beber, a água pura, as
flores, o incenso, a luz, a água perfumada, a comida e a música. Cada uma correspondente a uma parte da realização
da essência da natureza da mente.
•A água para beber: ela possui 8 qualidades ( frescura, sabor, limpidez, ...) Quando a oferecemos, pensamos que
com ela oferecemos todos os rios, os mares e todas as águas puras do universo.
É a oferenda representada à boca dos Budas. Ela terá como resultado diminuir a sede produzida pelo calor das
paixões.
• A água pura é oferecida aos corpos dos Budas e Bodisatvas. Oferecê-la lavará nossa mente das negatividades e dos
véus que a deturpam.
• As flores: aos olhos dos Budas e Bodisatvas nós oferecemos as flores colocadas no altar, assim como todas as
flores do mundo. Por esta oferenda, se abrirá em nossa mente o lótus da felicidade.
•O incenso: nós oferecemos o incenso do altar, assim como todos os perfumes, naturais ou preparados, que
perfumam o universo. Com esta oferenda, nós realizaremos a não realidade de todos os fenômenos, similares a um
sonho ou a uma criação mágica.
•A luz: além da lamparina à óleo ou da vela acesa no altar, nós oferecemos o sol, a lua, as estrelas, todas as luzes
naturais ou artificiais que iluminam o mundo. Com isso nós realizaremos o ser da clara luz.
•A água perfumada: oferecia ao corpo de Buda como todas as essências e todos os perfumes do mundo, ela conduz à
realização da vacuidade última de todos os fenômenos, unido à compaixão para com todos os seres que sofrem por
não possuirem esse conhecimento.
•A comida: estão colocados no altar, todos os alimentos saborosos e nutritivos. Daqui nascerá a realização da força
das sabedorias e das qualidades da Iluminação.
2
•A música: pelos objetos que a representam são oferecidas todas as músicas e todas as harmonias do universo. Esta
oferenda atingirá por consequência a realização do som próprio da realidade última e a alegria das qualidades da
palavra da Iluminação.
Nós fazemos estas oferendas com alegria, fé e minúcia. “O estado de espírito” já desenvolverá um fruto rápido e
poderoso. Estas oferendas não são limitadas. Podemos também oferecer riquezas e bens materiais, o que nos ajudará
a nos purificar. Por outro lado, o esforço físico que temos nas oferendas (encher os potes, esvaziá-los, limpá-los )
contribui para a purificação dos atos negativos executados pelo corpo.
Atingir a Iluminação, é obter os dois corpos de Buda: o corpo absoluto e o corpo formal (que se apresenta sob 2
aspectos, corpo de glória e corpo de emanação ).
A acumulação de mérito nos leva a conseguir o corpo formal.
A acumulação de sabedoria, isto é , a meditação sobre a não realidade dos fenômenos, sobre a natureza da mente e
sobre a vacuidade, nos leva a conseguir o corpo absoluto.
Assim se diz: “Por esta virtude possam todos os seres
unir o mérito e a sabedoria,
e obter os dois corpos santos
que resultam do mérito e da sabedoria”.
Se não efetuarmos as duas acumulações, não obteremos os 2 corpos e não obter os dois corpos, quer dizer não obter a
Iluminação.
Tilopa dizia a Naropa: “Enquanto a realidade não nascida não é atingida,
a qual é ligada a aparência dos fenômenos,
das duas acumulações, similares a duas rodas de uma carroça,
Naropa, não te separe jamais”.
Comentário de Bokar Tulku Rimpoche:
“ Um pequeno altar em casa, para que?
Para falar a verdade, os Budas, Bodisatvas, os seres liberados e todas as expressões da Iluminação, não precisam de
nossas oferendas. Eles derramam suas bênçãos permanentemente. Mas o vaso ou o pote que nós somos está quase
sempre virado para baixo: a benção cai no fundo e escorrega pelos lados, nada penetra.
Se os Budas não precisam de nossos sentimentos para nos abrir as portas de sua compaixão, nós precisamos, dirigir a
eles nossos pensamentos para receber a luz.
A oferenda é um meio precioso para fazer funcionar esse movimento para com os Budas. Tantas coisas, pequenas e
grandes, preenchem nosso cotidiano e nossa mente, que para pensar nos Budas e no Mestre, nos resta muito pouco
tempo. Assim, se ocupar regularmente, com amor e carinho, de um pequeno altar, já é uma certeza de pensar pelo
menos por alguns instantes neles todo dia. E ainda, a cada vez que nós vemos o altar nos lembramos de sua presença.
Nossa casa se torna um pouco a casa deles.
Mas por que, nós podemos perguntar, todos esses objetos, essas manipulações, essa limpeza exterior?
Não é o espírito que conta? Sim é o espírito.
Mas em nossa casa, os objetos nos lembram uma viagem, as fotos nos lembram uma determinada pessoa. A
disposição dos móveis e das coisas criam o ambiente que tanto gostamos. Porque nosso espírito não se basta com a
lembrança da criança amada ? Porque nosso espírito precisa de uma mesa de mogno, de papel de parede pintado de
flores e de cortina de veludo para se sentir à vontade ?
Temos que admitir, os objetos ocupam na nossa vida, isto é, em nosso espírito, um lugar importante. Nós temos tanto
zelo ao escolhê-los! Então por que não deixá-los nos falar um pouco sobre o sagrado ! Quando nós renunciamos a
todos os objetos deste mundo, como Milarepa, pode ser que também não precisaremos mais destes objetos sagrados.
Enquanto isto, a escolha do que nos envolta tem grande influência em nossa mente.
“Objetos inanimados, vocês têm então uma alma ?”
Fazer oferendas, por mais simples que elas sejam, no altar, representa em primeiro lugar a nossa consideração às
diversas expressões da Iluminação.
Quando presenteamos um amigo, o objeto vale menos do que ele representa: nossa amizade e nossa estima.
Nós também não sentimos necessidade de dar uma forma material ao nosso sentimento. A oferenda, também tem seu
significado muito mais baseada na atitude interna de nosso gesto: fé, confiança, devoção, respeito, humildade do que
no próprio objeto. O exemplo de Gueshe Ben ficou famoso no Tibet. Gueshe Ben era um monge em retiro, seguidor
de um generoso mestre. De bom coração e boa mente, ele porém não era aplicado. Ele tinha descuidado tanto de seu
altar, que de oferendas só tinham o nome. Cobertas de manchas e de poeira, totalmente indignas da glória dos Budas
para quem eram destinados. Eis que um dia seu mestre lhe anuncia sua visita.
Logo aparecem na mente de Gueshe Ben: impossível receber seu benfeitor nesta desordem, que visto por este prisma
lhe dava vergonha. Assim, ele pôs-se a limpar o altar, tirou o pó, esfregou as manchas deixadas pela manteiga das
lamparinas e poliu. Tudo ficou brilhando. Como o mestre iria ficar contente! Feliz com certeza o mestre ficaria, mas
o fato é que esta sua atitude era uma hipocrisia .
Sem hesitar, ele pegou o barro, encheu as mãos e começou a jogar no altar que ele havia limpado com tanto vigor.
E assim foi dito que a oferenda feita dessa maneira foi a mais bela oferenda que ele podia apresentar.
3
A oferenda permite desenvolver as virtudes espirituais, pois ela participa das duas acumulações:
Acumulação de mérito: todo ato “positivo “ produz mérito, isto é um potencial kármico carregado de felicidade e se
nossos anseios vão nesse sentido, orienta nossa mente para a liberação. Nós precisamos desse mérito. Costuma-se
dizer que o acumulo é tão importante quanto o objeto ou a pessoa a quem se dirige o ato positivo é sagrado.
Acumulação de conhecimento primordial: o conhecimento primordial é a descoberta que o ser faz sobre sua própria
natureza, além de toda dualidade. A oferenda contribui no desenvolvimento deste conhecimento a medida que nos
aprofundamos na compreensão que, do ponto de vista superior, quem oferece, o objeto oferecido e a quem
oferecemos são na essência um só.
Vivendo, no momento, na ignorância e na dualidade, nós enxergamos o Buda como externo e ele nos aparece como
tal.
Quando nós deixamos de ser alienados, nos tornando o que somos realmente, então nós seremos o Buda ”Iluminado“
e os conceitos de externo e interno, de um ou múltiplo, de eu e outro se apagarão.
Material necessário
Nós temos no presente livreto o método para montar um pequeno altar, bem simples, assim como algumas dicas e
receitas, as quais o leitor nos desculpará a simplicidade. O autor dessas linhas não sendo muito jeitoso procurou
facilitar o trabalho de seus irmãos desajeitados.
Resumindo, o que é necessário?
• Um suporte
• Uma estátua ou foto
• Sete potes
• Uma lamparina a óleo
• Pavio de lamparina
• Água
• Arroz
• Flores
• Incenso
• Uma fruta ou biscoitos
• Um pequeno instrumento musical ou concha
• Óleo
Nada muito difícil de achar.
O principio é simples: a estátua ( ou a foto ) representa de maneira visível a Iluminação, a transcendência, diante de
quem são apresentadas as oferendas, manifestação de nossa devoção.
O suporte: uma prateleira, a parte de cima de uma cômoda, o apoio de uma lareira servem muito bem. A orientação
do altar não importa muito. Por definição, ele está sempre a Leste: não o leste geográfico, mas o leste interno.
Se diz: “Onde se vê o yogui
Onde é o leste.”
A educação budista pede que tudo que respeitamos se coloque no alto. Assim não colocamos o altar perto do chão,
mas na altura da cintura ou mais acima.
A mesma educação considera uma ofensa esticar as pernas em direção a um Lama ou a uma representação sagrada.
Dessa maneira, não podemos colocar o altar ao pé da cama.
Se for necessário, nós podemos cobrir o altar com um belo tecido ( cor de vinho, amarelo, branco,...) e se quisermos
podemos colocar acima um vidro feito sob medida. É mais fácil de limpar : basta limpar com um pano úmido.
A estátua ou uma foto: O espírito de um ser Iluminado tem em comum com o espaço, ser onipresente e infinito. Nada
impede que nós gostemos de encontrá-lo num corpo igual ao nosso, e que, sem esse encontro a comunicação seria
bem difícil. Assim, sabendo que nossas oferendas são dirigidas à Iluminação onipresente e infinita, nós a tornamos
mais acessível por uma representação simplesmente presente e finita. Nós colocamos no altar, eventualmente, um
pouco acima do suporte principal, uma estátua ou uma foto, normalmente de Buda, mas também pode ser de
Tchenrezi, de Tara, de Mandjurshri, de outro Yidam ou de um mestre espiritual do passado ou do presente. Nós
podemos, é claro, colocar vários: as manifestações da Iluminação são infinitas. Neste caso a estátua de Buda ocupa o
lugar central e mais alto.
A estátua pode ser pintada: o rosto e o pescoço de cor de ouro, os cabelos azul escuro e não preto . Pode também
estar vestida de um quadrado de brocado amarelo. A foto pode ser envolvida de uma Kata ( echarpe de seda branca ).
Em todo caso, é muito importante que elas sejam “vivas”e para isso, abençoadas. Mais do que uma simples
representação, elas se tornam a partir daí, a presença mesmo do que elas representam.
A estátua ganha vida estando “recheada”: nós colocamos dentro mantras escritos e, se conseguirmos, relíquias,
substâncias sagradas e materiais preciosos ( ela tem que ser então oca ). O melhor seria pedir a um Lama executar
esse processo. Não esqueça de acrescentar ao seu pedido uma oferenda, como pede o costume.
Quanto a uma foto, seja ela uma representação de um tanka ou uma foto de um mestre, ela é abençoada por uma
inscrição no verso, uma abaixo da outra as três sílabas OM, AH,HUNG, ( respectivamente situadas na testa, na
4
garganta e no coração ) em tibetano, que traduzidas representam o Corpo, a Palavra e a Mente de Buda. Nós podemos
fazer nós mesmos ou pedir a um Lama.
Origem das oferendas
Aí está então colocada a representação viva daquele ou daqueles a quem dirigimos nossas oferendas. Nós vamos
colocar na frente dela as oito oferendas tradicionais. Da esquerda para a direita: a água para beber, a
água pura, as flores, o incenso, a luz, a água perfumada, a comida, a música. Assim são sete potes e uma lamparina.
Há muito tempo atrás, Na Índia, quando um convidado muito importante era recebido no palácio de um rajah, para
aliviá-lo do calor da viagem lhe ofereciam primeiro algo para beber, para tirar a poeira da estrada lavava-se seus pés
em segundo; depois para descansar e também para demonstrar a estima que se tinha por ele, lhe eram apresentados as
flores, o incenso, as luzes, os perfumes. Enfim lhe ofereciam uma refeição ao mesmo tempo que os músicos o
divertiam com suas harmonias. Que hóspede de maior dignidade e gloriosa
majestade podemos receber se não a manifestação para nós visível da Iluminação infinita? Também nós lhe
apresentamos, com o maior respeito, estas mesmas humildes oferendas.
A escolha dos potes
É necessário uma série de sete potes idênticos, de tamanho adequado ao altar, geralmente, pequenos. Mais o material
será valioso, bonito e nobre, mais a nossa oferenda será valiosa, bonita e nobre. No Tibete, os potes eram por tradição
de prata ou cobre e de mesmo formato. Hoje nós encontramos na Índia esse mesmos potes, e de vez em quando em
alguns centros de Dharma na Europa. A prata é sem dúvida o melhor material, em razão do seu valor. Esse grande
valor é porém um fator que encarece e às vezes fica inviável. Mas se vocês têm meios de adquirir não hesite. Os potes
de cobre têm a vantagem de serem confeccionados da maneira tradicional e bem esfregados brilham muito. Mas eles
emboloram rapidamente e exigem muito cuidado.
Nos resta o que podemos encontrar mais facilmente. Cristal, vidro, porcelana ou mesmo metal prateado, é possível
encontrar coisas muito bonitas. A regra básica: que seja belo, digno e limpo.
Vamos examinar agora as oito oferendas uma a uma:
Primeiro e segundo potes - Água para beber e água pura
Na prática, mesmo que o objetivo seja diferente, a mesma água serve para encher os dois primeiros potes: uma água
clara, limpa e potável. Nós podemos
tornar a oferenda mais preciosa preparando água com alçafrão.
Receita de água com alçafrão:
Colocar uma pitada de alçafrão, de preferência em pedacinhos, e deixar ferver em 1 litro de água. Deve-se colocar
alçafrão suficiente para obter uma bonita coloração amarelo alaranjado. O alçafrão em pedaços é mais
aconselhável do que em pó para obter um resultado melhor, porém é difícil de encontrar e muito caro.
Preparar a água com alçafrão todas as manhãs seria o ideal. O melhor é preparar o suficiente para encher uma garrafa
e utilizar um pouco todos os dias.
Nós veremos, mais tarde, como encher os potes cada manhã e esvaziá-los a cada noite.
Terceiro pote: - As flores
Quando um pote não está destinado a conter água nós enchemos de arroz sobre o qual colocamos o objeto oferecido,
nesse caso a flor. O melhor é usar arroz branco, redondo de preferência. Podemos, como para a
água enriquecê-lo com alçafrão.
Receita de arroz com alçafrão:
Ingredientes: 1 kg de arroz cru e alçafrão
Preparar, primeiro, 100 ou 200 ml de água com alçafrão bem concentrada. Utilizaremos a água quente ou fria, isso
não tem importância. Lavar bem o arroz e depois deixar secar espalhando numa bandeja. Uma vez seco, colocar
numa tigela, jogar aos poucos a água com alçafrão, sem encharcar, sovar o arroz até que ele pegue uma cor
amarelada. O pote será primeiro preenchido de arroz, depois coloca-se uma ou duas flores, naturais ou de seda. Podese
também colocar sobre o arroz um pequeno vaso com flores.
Além desse vaso, podemos enfeitar o altar com um bouquet ou um vaso bem florido.
Quarto pote - O incenso
O quarto pote recebe o incenso basicamente são colocadas algumas hastes de incenso no arroz.
Incenso tibetano, indiano, japonês, ou qualquer um do nosso gosto. Atenção: este incenso colocado no arroz não pode
ser queimado. O incenso a ser queimado é colocado num outro recipiente, como por exemplo um
pote comum, cheio de arroz ou de areia, posicionado no chão em frente ao altar. Ascenda o incenso que preferir.
Uma haste de incenso que se quebra ou que cai deixa um rastro forte no chão. É melhor colocar um prato largo o
suficiente em baixo do pote que tem o incenso a ser queimado.
A luz.
As lamparinas tibetanas à base de manteiga, na maioria das vezes , são de prata ou cobre. Por ser difícil de encontrar,
podemos substituí-las por um recipiente de vidro ou cerâmica. O vidro tem a vantagem de deixar a chama visível
mesmo quando o nível do óleo diminui. Aliás é mais prático encher o recipiente de óleo de que de manteiga. Um óleo
5
de boa qualidade se torna uma oferenda mais bela e generosa do que se colocado um óleo de qualidade inferior. É
aconselhável colocar um pires embaixo do recipiente caso espirre ou transborde o óleo.
Para uma chama ideal, o melhor é encontrar um "pavio" especial geralmente encontrado em lojas de artigos
religiosos. É também aconselhável colocar água no fundo do recipiente. Assim o "pavio" não queimará e também
evitaremos que o recipiente esquente demais quando o "pavio" chegar perto do fundo. Dessa maneira uma lamparina
a óleo pode ficar acesa dia e noite sem perigo.
Podemos eventualmente substituir a lamparina por uma vela, ou por uma "vela elétrica" ou também por uma lâmpada
de potência fraca. A desvantagem das velas é que não duram muito e pode ser perigoso deixar queimando na nossa
ausência. A tradição pede que não se assopre nunca uma vela, pois seria apagar a chama de sua própria vida.
Apagamos então a vela com um gesto dos dedos, ou chacoalhando ou ainda com a ajuda de um objeto específico
(uma colher pequena, por exemplo).
Quinto pote - A água perfumada
É a mesma água que os dois primeiros potes. Podemos acrescentar algumas gotas de perfume: água de rosas, lavanda,
etc. Alguns perfumes reagem na água e outros podem prejudicar os metais, portanto é melhor ter cuidado.
Sexto pote - A comida.
O pote está cheio de arroz, sobre o qual colocamos uma bela fruta, um biscoito, etc. O ideal é trocar a oferenda antes
que se estrague.
Podemos também colocar nesse pote uma pequena forma de farinha, chamada chelzé, representando a oferenda da
comida.
Sétimo pote - A música
Colocamos sobre o arroz que preenche o pote o símbolo de um instrumento musical, o mais freqüente uma concha ou
um pequeno sino.
Os sete potes devem estar precisamente alinhados e separados um do outro por um espaço do tamanho de um grão de
arroz,; costuma-se dizer que o espaço muito grande entre os potes representa um distanciamento do mestre. A luz é
colocada seja na frente da estátua (atrás dos potes), seja entre o 4º e o 5º pote.
Método para as oferendas quotidianas:
Os potes contendo água são enchidos a cada manhã e são esvaziados a cada noite. Os que contém arroz permanecem
continuamente. Podemos renová-los a cada lua cheia. O arroz pode ser dado aos pássaros, aos peixes ou outro animal.
Manhã:
Os 3 potes de água estão vazios e virados para baixo. Para enchê-los nos servimos de um recipiente especialmente
para isso e enchemos os potes da esquerda para a direita.
Vire o primeiro pote e coloque a água equivalente à 1/3 da quantidade total. Depois vire o 2º pote e segurando o 1º
jogue um pouco da sua água no 2º pote. Fazer o mesmo para o 3º pote, dessa vez, jogando a água que está no 2º pote.
Fazer isso de maneira que cubra o fundo dos potes. Depois é só encher os potes de água quase até a boca.
Após tudo isso deve-se abençoar as oferendas. Nós podemos fazê-lo seguindo diversos métodos, os quais veremos
aqui os mais simples. Para fazer a bênção, nós podemos pegar um pouco da água do pote de água perfumada (5º
pote), seja mergulhando uma haste de incenso, seja umedecendo o anular direito, espirramos nas oferendas. Ao
mesmo tempo, recitamos 3 vezes o mantra OM AH HOUNG (representando o Corpo, a Palavra e a Mente dos
Budas).
Um método mais elaborado consiste em dizer 3 vezes o mantra RAM YAM KAM OM AH HOUNG. Neste caso
as 3 primeiras sílabas purificam e as 3 seguintes abençoam.
RAM representa o fogo que queima as impurezas
YAM o vento que as varre
KAM a água que lava
Após a benção, em sinal de homenagem, fazemos 3 prostrações em frente ao altar.
Noite
Esvaziamos os potes de água da direita para a esquerda, depois os enxugamos e os viramos para baixo até a manhã
seguinte. Nós jogamos essa água num lugar limpo: na natureza, num pote de flor ou se não tiver opção na pia.
Existe um método de oferendas simplificada, que consiste em encher 7 potes somente de água. Nesse caso enchemos
os 7 potes cada manhã e esvaziamos a cada noite

Extraído do: Jardim do Dharma - www.jardimdodharma.org.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O ATMA VICARA, MEDITAÇÃO NO SER DE RAMANA MAHARSHI





. O Atma Vicara, a meditação no ser de Ramana Maharshi

Quem sou eu, que não sou este corpo?
Sou o ser (que é imaterial, imutável e imperecível).
Quem sou eu, que não sou esta mente que pensa?
Sou o ser (que é serenidade e paz).
Quem sou eu, que não sou os cinco sentidos?
Sou o ser (que é silêncio e comunhão).
Quem sou eu, que não sou as emoções?
Sou o ser (que é ponderação e equilíbrio).
Quem sou eu, que não sou sensações?
Sou o ser (que é satisfação).
Quem sou eu, que não sou desejo, necessidade, vontade?
Sou o ser (que é plenitude).
Quem sou eu, que não sou passado, presente e nem futuro?
Sou o ser (que é atemporal, eterno).
Quem sou eu, que não sou ego, personalidade?
Sou o ser (que é tudo).
Quem sou eu, que não sou os papéis que represento?
Sou o ser (que é a verdadeira natureza, a verdadeira identidade).
Quem sou eu, que não sou individualidade?
Sou o ser (que é uno).
Quem sou eu, que não sou orgulho nem vaidade?
Sou o ser (que é simplicidade).
Quem sou eu, que não sou insegurança nem medo?
Sou o ser (que é luz).
Extraído do www.yoga.pro.br

Sri Râmana Maharshi nasceu na região do Tamil Nadu, sul da Índia. Aos 16 anos, após a morte do pai, passou por uma vívida experiência relacionada à morte e, por seu intermédio, despertou para o estado que transcende, origina, constitui e engloba os campos físico, emocional e intelectual, passando a viver permanentemente nesse estado, por alguns denominado realização espiritual. Depois de algum tempo, abandonou sua casa e família e partiu como sadhu (peregrino ou eremita) para a cidade de Tiruvannamalai (190 km ao sul de Madras), onde passou o restante da vida na montanha de Arunachala, considerada por ele como uma montanha sagrada. A princípio, viveu no grande templo de Arunachaleswara, permanecendo absorto em meditação, no saguão conhecido como o de "mil pilares", de onde teve de se mudar, em razão das pedras que lhe eram atiradas por um bando de meninos que o viam imóvel no local. Passou então a viver em um escuro vão no sub-solo do templo, mas os moleques cedo o descobriram, e continuaram a atirar-lhe pedras. Teve de se mudar muitas vezes e passou a residir em vários outros santuários e locais adjacentes ao templo, como jardins, bosques e pomares. Pouco a pouco foi subindo a montanha de Arunachala, onde viveu em diferentes cavernas e passou a ser conhecido como o “Maharshi” (grande sábio ou vidente), e "Bhagavan", o Senhor. Lenta e gradualmente, discípulos foram se reunindo à sua volta. Vinte e sete anos após a sua chegada a Tiruvannamalai, um "ashram" ou comunidade espiritual foi construído ao redor do túmulo de sua mãe, aos pés da Montanha Sagrada de Arunachala, onde residiu até o fim de seus dias. Essa comunidade, chamada "Ramanashram", tornou-se um local mundialmente conhecido, para onde se dirigiam ( e ainda se dirigem, em número crescente) buscadores espirituais de diversas origens religiosas.
Seus ensinamentos, magistralmente simples, profundos e lúcidos, estão registrados em grande número de livros. Diversos autores escreveram sobre ele; entre outros, Arthur Osborne, em "Ramana Maharshi e o Caminho do Autoconhecimento", Mouni Sadhu em "Dias de Grande Paz", Carl Jung, a pedido de Heinrich Zimmer, Somerset Maugham, em "O Fio da Navalha", William Stoddart, em "O Hinduísmo", Mateus Soares de Azevedo em "Ye shall know the truth: Christianity and the Perennial Philosophy" (EUA, 2005), David Godman, Sadhu Om, H.l Poonja, Maha Krishna Swami. Em 25 de dezembro de 2007, quando da comemoração do seu nascimento (data móvel, dependente da posição das estrelas), uma nova biografia em língua inglesa, com 4.135 páginas distribuídas em oito volumes, contendo 400 fotografias, foi lançada.
Sua presença, que irradiava uma grande paz, tornando fácil e natural a convivência na comunidade, inclusive com os animais selvagens que habitavam a montanha, atraiu milhares de pessoas a Arunachala. A essência dos seus ensinamentos é o "Vichara"(self-enquiry), ou investigação direta, interior, por meio dos questionamentos: "Quem sou eu?" e "De onde surge o pensamento 'eu'?", para a descoberta da "Verdade, Paz ou Bem-Aventurança, a nossa real natureza". "Descoberta" no sentido literal de "retirar o que cobre", os conceitos. Em vários momentos, Ramana nos alerta que não se trata de mero questionamento verbal, mecânico, mas de trazer sempre ao foco da atenção, por meio desse questionamento, a sensação do "eu sou", que é a única coisa real, visto que todas as outras coisas mudam e passam, são transitórias, enquanto esta consciência do eu permanece. Tal questionamento faz com que a atenção se volte para o estado natural que ultrapassa o conhecimento, levando à percepção da inevitável limitação de todos os conceitos, o que faz com que, gradualmente, definhem e percam sua tirania sobre a mente, deixando de se sobrepor "àquilo que verdadeiramente é". Para o ocidente, tal sobreposição é o verdadeiro conhecimento ("episteme", epi (sobre) + histanai (por, colocar): sobrepor). Para a Vedanta, tanto a opinião quanto a "episteme" impedem o descobrimento "daquilo que é". A alegoria da caverna, baseada no estudo hindu da "maya" (literalmente "medir", "avaliar"), se refere a essa limitação: a idéia é diferente daquilo que verdadeiramente "é". A própria alegoria não é bem compreendida no suposto "mundo ocidental". Tomar o resultado da avaliação como verdade é tomar as sombras pela coisa em si, e, por conseguinte, viver na ilusão. A ignorância basilar é a que existe com relação ao "eu". Julgo conhecer-me por meio de uma representação. Desconhecendo quem é o conhecedor, busco conhecer o universo, os seres vivos, os objetos. Deles também construo representações. A representação que construo de mim mesmo, que é sempre incompleta, e com a qual me identifico, busca, em vão, completar-se por meio de conhecimentos, sensações, posses, prestígio. Nessa busca, ela tem continuidade, com a inseparável sensação de incompletude e, portanto, de sofrimento. Quem sou eu? Uma vez que a representação que faço de mim mesmo não sou eu - quem sou eu? Quem está fazendo essa pergunta? A resposta não pode ser mental, intelectual, pois constituir-se-ia em uma outra representação. Para a Vedanta pois - sem a negação da óbvia necessidade, em seu campo próprio, do conhecimento relativo - o verdadeiro conhecimento implica a não interferência dos conceitos, seja a respeito do mundo e das coisas, seja a respeito de si mesmo, do estado que ultrapassa o pensamento. Havendo a necessidade e a urgência da descoberta, o próprio exame e compreensão de todo o quadro, a investigação sobre o "eu" e a origem do "eu", levam à não-interferência dos conceitos - porque se compreende sua limitação, o que provoca o seu definhar - e à quietude mental. "Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus". "Eu Sou esse Eu Sou". Nesse estado de silêncio vivo, desperto, o conhecedor, o conhecimento e o objeto do conhecimento, qualquer que seja ele, são um só. Só há separação no mundo das representações, no mundo "daquilo que não é". Nesse sentido, conhecer a verdade acerca de si mesmo é conhecer a verdade acerca de todos os seres e de todas as coisas. Conhecer a verdade acerca de si mesmo é ser essa verdade, já que não somos dois, um para conhecer o outro. Cada um é a própria Verdade absoluta; ou Deus, para usar uma outra palavra.
Afirma-se que, no momento em que Sri Ramana faleceu, um magnífico astro, majestosa e lentamente, cruzou os céus da Índia, sendo visto em grande parte do país por inúmeras pessoas, que espontaneamente compreenderam o evento que ele anunciava.
Wikipédia