sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ENTREVISTA COM O LAMA PADMA SAMTEN NO JORNAL "A TARDE"


No dia 1º de novembro o Lama Padma Samten concedeu uma entrevista à revista Muito, seção Abre Aspas, do Jornal A Tarde, de Salvador.


O Lama comentou sobre diversos temas, principalmente falou sobre sua vida pessoal, sobre sua relação com a física e sobre o budismo no Brasil.

Lei a entrevista completa:

“A sala de reuniões do pequeno apart-hotel da Barra estava cheia, apesar do solzão que fazia lá fora, naquele sábado típico de outubro em Salvador. Em torno de um altar, um grupo de pessoas recebia ensinamentos do primeiro sacerdote budista brasileiro. Gaúcho de Porto Alegre, Alfredo Aveline, 60, há 13 foi ordenado lama da linhagem Ningmapa por seu mestre, Chagdud Tulku Rinpoche, de quem recebeu o nome Padma Samten, que significa algo como Meditação do Lótus.

O lama nos recebeu no intervalo de almoço, ainda usando a tchuba vermelho-ruby, cor que no budismo simboliza a compaixão. “Queres respostas longas ou curtas?”, pergunta sorrindo, demonstrando intimidade com o processo. Convidado pela Rede Globo e pelo Canal Futura para participar do programa Sagrado, Padma Samten vem ganhando visibilidade na mídia graças à gestão atuante no Centro de Estudos Budistas Bodisatva (Cebb), sediado em Viamão (RS), e representado em 30 cidades no Brasil, Uruguai e Canadá.

Mestre em física quântica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde ensinou por 25 anos, ativista ambiental e ferrenho militante contra a instalação de energia nuclear no Brasil, ele largou tudo para seguir seu mestre. Mas voltou. O budismo tornara o ambientalista destemido e o cientista “limitado” um homem mais inteiro.

Como o senhor chegou ao budismo?

Quando adolescente, tive um contato com a ioga e, mais adiante, através de um amigo, encontrei o budismo, mas dentro da perspectiva do caminho do ouvinte, que vai narrar sobre o sofrimento como se o sofrimento fosse o móvel principal para nós seguirmos o caminho espiritual. Então, isso não me interessou muito.

Por quê?

Achei que as noções do apego e do sofrimento eram importantes, porém menos relevantes do que aquilo que me conectava com o caminho espiritual. Era como se eu já tivesse um caminho espiritual com várias leituras, principalmente da ioga. Dentro disso, eu estava olhando uma motivação mais elevada, de encontrar a natureza primordial, de encontrar a compreensão da realidade, as coisas transcendentes, logo, ultrapassar o sofrimento me parecia uma coisa muito terrena e eu buscava uma espiritualidade mais mística.


Depois, tive um contato com o hinduísmo e fiz uma compreensão interna do Baghavad-Gita, através da qual vi uma descrição do próprio processo de operação da mente e achei aquilo muito interessante. Mais adiante, percebi que não havia ali métodos de investigar mais profundamente esse mundo interno. Foi quando entrei em contato com alguns textos budistas, essencialmente o Surangama Sutra, que examina a operação da mente, então aquilo me tocou muito. Pensei que deveria estudar prioritariamente esse tema e que os demais temas de minha vida ganhariam muito significado se eu pudesse entender melhor como a mente opera.

O senhor mergulhou nisso?

Sim. Foi um período em que fiquei dois anos distante do meu trabalho. Pedi licença da universidade. Essa saída vinha dentro da perspectiva ecológica, quando resolvi morar em uma comunidade. Eu queria experimentar esses valores da ecologia e da vida comunitária. Saí da universidade, pensando que não voltaria, mas retornei dois anos depois. O que o fez voltar? Em parte, a ciência me interessava também. Fiquei mais dez anos na universidade.

Como um mestre em física quântica processou os ensinamentos do budismo?

O budismo é muito hábil porque introduz o exame detalhado do mundo interno do cientista como um tema relevante da própria ação de fazer ciência. Esse mundo interno do cientista, por um lado, é o que lhe permite pensar e criar, mas, por outro lado, termina por criar um ambiente onde o cientista só consegue ver algumas coisas. Limita a visão.

Houve uma complementação. Com certeza. Também os cientistas estão presos àquilo que no budismo é chamado de ignorância. Eles só conseguem ver através do filtro de suas próprias teorias vigentes. O que eles pensam que sabem, e se apegam, dificulta a visão do novo, daquilo que eles ainda não veem.


Olhando para si, no passado, o senhor se consideraria um físico ignorante?

Com certeza. Como um cientista que tinha uma limitação de visão. Uma limitação que vem das próprias teorias. Essa compreensão crítica está na própria física quântica. Só que sem um aprofundamento. O budismo foi impactante em sua vida? Minha vida se tornou muito diferente. Eu era um funcionário da universidade, um professor, mas, mesmo antes do budismo, um professor não muito semelhante aos outros.

Como assim?

Eu me engajei ativamente em coisas que na época (anos 70) eram pouco divulgadas, como energia solar. Fui um dos criadores do grupo de energia solar da UFRS. E fui uma das pessoas que escreveu o primeiro texto acadêmico contra a instalação de energia nuclear no Brasil. Tornei-me atuante na Sociedade Brasileira de Física e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência na questão ambiental e nuclear.


Era jovem nessa época, tinha 25 anos. Então, seus anseios ambientais também encontraram ressonância no budismo? Percebi que os problemas ambientais eram motivados pelos aspectos psicológicos das pessoas e não por aspectos externos ou técnicos que obrigassem à destruição da natureza e uso de tecnologias agressivas.

Qual sua visão do planeta e dessa humanidade que chegou ao século 21?

De uma forma intuitiva, eu diria que estamos vivendo desafios como nunca vivemos, mas, por outro lado, o número de pessoas lúcidas capazes de fazer transformações é muito grande. Hoje, acredito que não precisamos convencer as pessoas a serem ecologistas. Elas já estão sabendo disso. A questão é que consigam dar o testemunho em suas vidas.

Em suas palestras, o senhor faz um link entre os ensinamentos do Buda e temas cotidianos. Esta também é a proposta do programa Sagrado. Como o senhor reagiu ao convite da Globo? O budismo está se popularizando?

Acredito que sim. Fiquei feliz, porque entre as várias tradições religiosas no Brasil agora também se conecta o budismo. Eles chamaram os católicos, os islâmicos, os evangélicos, os judeus, os das tradições africanas e também os budistas. Eles nos convidam a falar sobre temas do cotidiano e não propriamente sobre religião. Falo como o budismo vê a violência nas cidades e a solidariedade. São temas humanos.

E os temas das palestras do Cebb?

Temos uma estrutura de ensinamentos que é gerada pelo próprio Buda. O Cebb transforma isso em alguma coisa que as pessoas entendam em suas vidas. Acho que essa é a razão do sucesso do centro. Os temas são colocados dentro das circunstâncias desafiadoras da vida.

O senhor planejou se tornar um lama?

Não planejei. Foi decisão do meu mestre, e ele não me consultou. Simplesmente me ordenou lama.

Foi um comunicado?

Rinpoche me chamou por telefone e disse: ‘Vou ordená-lo lama’. Um ano antes, Chagdud Khadro, esposa dele, me disse que iria me dar uma ordenação, mas eu não tinha a menor ideia do que iria ser. Não tinha nenhuma aspiração, mas minha ação, de certo modo, já representava isso. Hoje, quando vejo o que fazia (dirigia grupos, viajava para levar os ensinamentos a diferentes lugares), acho que me portava como propagador dos ensinamentos.

O senhor é o primeiro lama ordenado no Brasil?

Na verdade, o primeiro lama brasileiro ou o primeiro lama gaúcho (risos). Não sei se algum brasileiro havia sido ordenado antes, mas, quanto à ordenação dos lamas, nenhum tinha sido ordenado no Brasil.

Um homem em sua busca espiritual é motivo de envaidecimento?

Para mim foi motivo de preocupação. Porque eu não me achava capaz de ser um lama, não via as qualidades em mim, não me via à altura de expectativas tão elevadas, e isso me trouxe uma preocupação adicional. Eu gostava de chegar aos lugares sem ter que usar esta roupa (a thuba) nem precisar representar uma tradição.

Eu gostava de falar dos valores espirituais sem a necessidade de introduzir um aspecto confessional. Para mim, foi um desafio a mais chegar a cada lugar e me manifestar desse modo. Entendi isso como um ensinamento do meu mestre, uma manifestação forte, um desafio que me conduziria a crescer sempre mais e a trazer benefícios aos outros seres. Senti o peso, mas confiei na visão do mestre.

Como o senhor reagiu à ordenação?

Eu simplesmente segui. Fui procurando como entender melhor e como trazer benefício para as pessoas; estudar melhor; entender melhor a mente do meu mestre para que eu pudesse trazer benefícios de uma forma mais apropriada.

Como é a rotina de um lama?

Quando estou no período de retiro, que considero um período muito mágico, muito maravilhoso, então a rotina é a seguinte: a primeira prática começa às 4h30, então levantamos todos (eu e os alunos) um pouco antes. Isso segue até as 8h. Depois, uma hora de prática de ioga, e seguem ensinamentos até o meio-dia. À tarde, minha prática individual até 17h, depois mais atividade física. À noite, novo encontro com o grupo.

E num dia comum sem agenda?

Não tenho um dia sem agenda. Até 31 de dezembro, 12 atividades em cinco Estados do País… Tenho conduzido grupos pelo skype também. Um em Montevidéu, outro no Canadá. Utilizo os meios eletrônicos para dirigir as atividades deles. Às vezes estou realizando atividades em uma cidade e, através da internet, conduzo outras.

E sua vida pessoal?

Minha vida pessoal é minha atividade do Darma. Me alegro muito em estar em meio aos grupos e os vejo como uma ampla família que cuido da forma mais detalhada e próxima possível. Apenas lastimo não poder cuidá-los melhor.

O seu lazer é igual ao de todo mundo? Vai ao cinema, à praia, futebol?

Meu lazer diz respeito à busca de preservar a saúde. Incluo a prática de atividade física e ioga como os pontos principais, ainda que não faça na forma como seria verdadeiramente necessário. Tenho procurado usar a bicicleta sempre que possível para me movimentar.

E a vida familiar? O senhor já se casou algumas vezes. Quantos filhos tem?

A intensidade da vida, as etapas bem marcadas por mudanças estruturais, a ação pública e a ampla disponibilidade trazem desafios constantes às relações familiares. Foram três casamentos anteriores e o atual tem nove anos. Destas relações nasceram cinco filhos.
Eles o seguiram no budismo?

A mais velha se interessou por ecologia; o segundo é advogado e se tornou um dos dirigentes do Cebb e do Instituto Caminho do Meio. Tenho ainda uma filha de 16 que tem uma compreensão do Darma do Buda. Acho que os dois menores não têm como escapar (risos): o de 3 anos já estuda em escola budista e faz ioga. Tenho ainda três netos. Todos lindos e luminosos!


Qual sua aspiração?

Com relação a quê?

A tudo, a todos.

Se as pessoas se derem conta da realidade como efetivamente é, então agirão de forma positiva, e o mundo e as circunstâncias serão muito favoráveis. Às grandes empresas e aos gestores que me convidam, eu tenho dito: “Acorde, o tempo agora mudou. Houve uma época em que destruir a natureza e maltratar as pessoas dava lucro. Esse tempo agora passou. É hora de vocês se ajustarem à visão de mundo que hoje está na aspiração da mente de todas as pessoas, que é a visão que aspira a paz e o equilíbrio do ambiente”.

As pessoas individualmente e as organizações precisarão ajustar sua visão e ação. Estamos num tempo em que o céu está se movendo. Todos precisarão adotar valores positivos. Uma grande parcela das pessoas acordou neste tempo da informação ampla e redes de ação e de relações. Os valores negativos não estão mais produzindo resultados como antes. Mesmo os que se definem como competitivos, descrentes e maldosos estão sendo pressionados a redefinir sua imagem pública e sua ação. Minha aspiração é o reconhecimento amplo da realidade da terra pura, da cultura de paz.”

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FOGÃO DE CERÂMICA ESMALTADA


Foto:Fred Matos

Trexo da introdução do livro "Aula de ceramica - Esmaltes"
Autor:Joaquim Chavarria
Editorial Estampa

"Entre os anos 2000 e 1000 a.C., os ceramistas da Mesopotâmia produziram um vidrado (esmalte transparente), que foi utilizado para revestir ladrilhos e, depois vasos. Posteriormente, decoraram-se ladrilhos e azulejos com vidrado de chumbo, que se tornava branco e opaco adiciomando-se-lhe óxido de estanho. Depois, de modo espontâneo, vieram a descobrir-se outros tipos de esmaltes, como o de cinza, cujo o desenvolvimento de deve a ceramistas chineses. O homem não só aproveita o que encontra casualmente, como também o investiga, estuda e experimenta.Encontramo-nos no âmbito das provas, e estas,boas ou más, quando se sabem analisar, podem ajudar-nos a compreender melhor tudo o que diz respeito aos esmaltes."

É infínito o que se pode fazer com argila, isso todo mundo sabe. Fiquei maravilhada quando vi em Florença esse fogão lindo; todo de cerâmica esmaltada em uma loja de restauração.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

SABEDORIA SECRETA DAS PLANTAS


Foto: Fred Matos




Existe um imenso oceano de sabedoria dos povos antigos sobre as planta medicinais e caminhos para uma vida saudável que foram praticamente esquecidos. O distanciamento da natureza como origem levou o ser a acreditar que tudo nasce pronto e com isto começou a fase do esquecimento sobre os caminhos da construção.
A vida não é pronta, ela é construída. A saúde, a família, o trabalho e a busca da essência não estão prontos como muitos de nós queremos.
A verdadeira magia se encontra em cada um de nós que somos capazes de construir. Neste caminho os antigos povos de sabedoria buscaram na natureza a sabedoria que ela tem para ensinar.

O antigo povo Tubakwaassu aprendeu sobre a existência através da observação da natureza, desde o invisível para a materialização no visível, seguindo esta sabedoria milenar podemos considerar a existência de dois ciclos da manifestação de vida de um vegetal: o ciclo das freqüências e o ciclo manifestado. O primeiro refere-se ao período no qual a planta ainda é essência em movimento, encontrando-se em um outro espaço e tempo e manifestando uma outra velocidade que não é perceptível para o nível mais denso. Este plano denso é conhecido como plano físico, aonde já ocorre a materialização de uma massa compatível com uma reduzida velocidade e com um espaço estruturado em três dimensões, aonde a massa é aferida através de sua altura, largura e comprimento.

A eletricidade, as ondas cromáticas, sonoras e o magnetismo são observados, dentro deste trabalho, como os níveis mais próximos das freqüências já citadas, sendo eles os níveis intermediários entre o visível e o invisível, entre a essência em movimento e o plano manifestado.
Enquanto o vegetal se expande como freqüências no ciclo da essência em movimento, é imperceptível devido às condições limitadas das percepções sensoriais da visão, do tato, paladar, olfato e audição. Quando o ser, com a percepção apurada, que age em níveis mais sutis, produz a conexão com estas potências, pode captá-las e realizar uma leitura de seu movimento.

O ciclo manifestado se dá quando as freqüências já materializaram, através de seus entrecruzamentos, as formas de vida atuantes no plano visível. No caso do vegetal, por exemplo, trata-se do ciclo de vida material de sua existência, sendo este ciclo um caminho de manifestação da erva, que começa com a semente, após vem a raiz, o broto, folhas, flores, frutos e, retornando, vai novamente manifestar as sementes.

O ciclo de um vegetal ensina que a sua origem é a de ser freqüência, e que se materializou, moldando no plano material um corpo constituído de uma massa capaz de existir neste meio, mas, mesmo assim, continua sendo essência em movimento. Então, de uma maneira mais próxima do entendimento corriqueiro, podemos considerar que é uma essência que vestiu um corpo, porém, este corpo também é extensão desta essência, pois ele só existe por causa dos movimentos tecidos por esta potência em movimento.
Por este motivo, a essência não é do outro lado, no outro plano, em outra dimensão, mas em tudo no todo; o corpo é tão sutil quanto material, e assim é para todas as formas de vida manifestada.

A semente que, nascida de dentro para fora, tornou-se material, é bem menor que o vegetal. Desta maneira, é ele, o vegetal reunido, ou seja, uma semente de sumaúma de cinqüenta metros de altura, traz toda esta gigante árvore dentro de si.

A semente é a reunião de toda a sabedoria da mais antiga árvore daquela espécie, porque mesmo sendo nova, reúne dentro de si toda a manifestação do vegetal, tal e qual o mais antigo que já existiu no planeta Terra. É ela, a semente, a Mãe da raiz, do broto, do caule, das folhas, flores e frutos; todas estas manifestações de um vegetal são suas filhas, que trazem a missão de estender a sabedoria de sua Mãe no ciclo contínuo do existir.

A gestação é em tudo e se manifesta em cada movimento de vida do vegetal; em cada passagem de uma etapa para outra, a Mãe vai gerando filhas que, por sua vez, vão se tornando Mães que também gerarão filhas e, assim, continuamente.
Também é importante observar que cada período do vegetal ensina sobre uma fase da vida, como segue:
- a semente é o feto dentro do útero Mãe que é a terra. Ela encontra-se tão reunida à sua potência que ainda não expressa, de maneira visível, seu crescimento e seu desenvolvimento: é uma vida aguardando o momento de nascer;
- a fase da brotação é o nascimento, período em que a Mãe terra pariu a sua filha;
- o broto é o período da infância. O vegetal necessita ser bem nutrido para crescer e se desenvolver;
- o tronco, os galhos e as folhas mostram o amadurecimento da planta até chegar em sua fase adulta;
- a primeira floração identifica a passagem da fase de criança para a fase adulta. Neste período o vegetal se encontra pronto para que ocorra o movimento da fecundação;
- o fruto é o período da gravidez.
Neste contínuo caminho a planta vai envelhecendo, tornando-se anciã, e segue para o retorno à sua origem como essência em movimento.
Por Ramy Shanaytá - ramyshanayta@kvt.org.br
Extraído do site: www.somostodosum.com.br
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Sugiro o livro Autobiografia de um Iogue, de autoria de Paramahansa Yogananda (Lotus do saber Editora) para quem se interessar pelo assunto, o capitulo 8 Jagadis Chandra Bose, Grande cientista da Índia, pagina 74.

Dila

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PRECE - ADAIR CARVALHO JÚNIOR



Foto: Fred Matos

Prece

dá-me a lucidez das
correntezas para que eu descubra
entre as tristezas que se
avolumam algum
sorriso mesmo
que não seja para mim

dá-me a serenidade de uma
estrela para que eu imagine
entre as lágrimas que não
me deixam qualquer
paz ainda
que breve

dá-me a claridade das
das luas cheias para que eu invente
entre as angústias que se
esparramam um
horizonte mesmo
que se transmute em ilusão

dá-me a esperança das
árvore para que eu teça
entre as ausência que se
imensificam uma sanidade ainda
que estofada de delírios

Do livro: Desencontrados Ventos

terça-feira, 13 de julho de 2010

O BARRO - PAULO LEMINSKI



Cabeça feita de argila, ainda crua
Foto e escultura: Dila


O BARRO

O barro
toma a forma
que você quiser

Você nem sabe
estar fazendo apenas
o que o barro quer

domingo, 20 de junho de 2010

ESTAÇÃO DA CHUVA - KALIDASA


Kalidasa (Tradução: Maurice Wright)



Pesados com flores inclinam-se
Os ramos das árvores
E por cima brilham
Gotas de orvalho prateadas.
Um pesado perfume espalha-se
Através do húmido espaço
E enche de langor
Os amantes que se procuram.

terça-feira, 15 de junho de 2010

AGORA É O TEMPO - KALIDASA


Kalidasa (Tradução: Maurice Wright)



Em que à volta das verdes margens dos lagos
Multicores flores desabrocham;
As pálidas donzelas,
Belas como luas, caminham entre as flores
Nos pequenos bosques de mangueiras.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

WORKSHOP EM SALVADOR COM GUSTAVO PONCE



06, 07 e 08 de AGOSTO DE 2010


GUSTAVO PONCE
Diretor-fundador do Canal Om, do Retreat Center e Yogashala, à beira-mar.
Embaixador do Chile para o Japão até 1990
Começou em Yoga, em 1972, durante sua primeira viagem à Índia. Viveu mais de 30 anos fora do Chile, vinte dos quais foram gastos no Japão e no resto entre os Estados Unidos, Europa e Índia.
Atualmente está finalizando “Collection Corpo-Mente”, uma obra composta de 17 volumes sobre todos os aspectos do Yoga. Tem editado outros livros, incluindo “Dynamic Yoga” (2001) e “Manual Sattva Yoga” (2007).
Introduziu no Chile métodos Iyengar, Ashtanga Vinyasa Yoga, e Viniyoga, depois de ter sido, durante muitos anos uma relação direta discípulo de professores BKS Iyengar, K. Pattabhi Jois e TKV E K. Desikachar.
Seu espírito criativo é marcado pela individualidade que conduz naturalmente a criar, em parte inspirado pelo métodos definir seus próprios métodos de Hatha Yoga: Dynamic Yoga, Prana Yoga Shakti, e Sattva Yoga que ele e os seus professores ensinam na América Latina.
LOCAL : ESPAÇO MAHATMA GANDHI
RUA RIO DE JANEIRO, 694 - PITUBA

INSCRIÇÕES : (71) 32487533 / 99671364

VALOR DO CURSO : R$ 300,00.
Imagem da Net

quinta-feira, 10 de junho de 2010

OBRIGADA LIKO!


De Fred Matos para mim,

amalgama

sempre te amei
como se o orvalho
acarinhasse a flor
antes da alvorada
e pingasse mel
sobre dálias nuas
e as minhas mãos
estivessem nas tuas
tal teus meus olhos
amalgamados
na órbita da lua.


pinga, beijos, abarás e chocolate

nem um milhão de abarás
vale tanto quanto o teu sorriso

por ele tenho um sonho nos olhos
e na linha do horizonte posso ver
o vento carregando a chuva
vindo regar nosso canteiro

sinto o sol mornando a pele
e pão na boca de toda gente

e pinga da boa

que nem de pão somente
faz-se uma boa refeição.

nos lábios tenho uma canção
que ecoa na serra das almas
e na alma da civilização

e enquanto este dia não vem
na escuridão da noite
o que me abate
é o cotidiano combate
em cujas tréguas trocamos
beijos ardentes
e chocolate

um pouco de jazz

trouxeste-me um sonho
tatuado na pétala alva
que envolve tua utopia
tomei-o para mim
tal tomaria se fosse
filho dos teus desejos
mecha dos teus cabelos
ruga da tua face
é um sonho tranqüilo e risonho
que nem desperto se desfaz
um sonho de matizes verdes e azuis
agora
porém
um pouco de jazz

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O VENTO DE OUTONO - KALIDASA


Imagem do Google

O vento do outono
Kalidasa (Tradução: Maurice Wright)

O vento do outono traz o belo perfume
De flores de lótus através da noite.
O mar está claro e límpido como cristal,
Completamente sem nuvens estende-se o firmamento
E mostra de noite as cintilantes estrelas,
E o luar desce frio e claro.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TALMUD


Presta atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras.
Presta atenção em tuas palavras, pois elas se tornarão atos.
Presta atenção em teus atos, pois eles se tornarão hábitos.
Presta atenção em teus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter.
Presta atenção em teu caráter, pois ele determinará seu destino.

O Talmud é uma compilação, que data de 499 d.C., de leis e tradições judaicas, consistindo-se em 63 (sessenta e três) tratados de assuntos legais, éticos e históricos.



Imagem da net.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ISHA UPANISHAD - COMENTÁRIOS


O nome desta Upanishad deriva da primeira palavra do Mantra 1: Isha. Ela também é conhecida por Ishavasya. É a primeira Upanishad do Yajur Veda Branco.

Geralmente, um Upanishad constitui a seção final de um Aranyaka, este, por sua vez, integra um Brahmana. Este último, por outro lado,compõe um Samhita de um dos quatro ramos do Veda, conforme foi abordado anteriormente. A Isha Upanishad é uma exceção a essa regra. Ela forma a parte final, o quadragésimo capítulo do Samhita do Yajur Veda Branco (Vajasaneyi Samhita).

O primeiro mantra se refere ao Conhecimento Superior e prescreve a disciplina da completa renúncia, da ausência de cobiça pelos valores do mundo.

O segundo Mantra se referência à maioria das pessoas.Incapazes de perceber o Atman e de cultivar o auto (Conhecimento Superior), identificam seus corpos com os seus Atmans. Para elas, apegados à vida, a Upanishad recomenda a prática constante de rituais.

O terceiro Mantra alude às pessoas não iluminadas, verdadeiras matadoras do Atman, mergulhadas no samsara. Essas pessoas estão destinadas aos mundos dos Asuras, envoltos em sombras.
Após a morte, para esses mundos estão destinadas as pessoas não iluminadas.


Digitado por Dila Luna Matos
Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net.

terça-feira, 11 de maio de 2010

ISHA UPANISHAD - MANTRA 3



"Verdadeiramente, os mundos dos Assuras são envolvidos por cegueira e sombras. Aqueles que não conhecem o Atman (e que são os matadores do Atman), naqueles mundos de sombra expiarão seus erros, após a morte."

Digitado por Dila Luna Matos
Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net.

domingo, 9 de maio de 2010

ISHA UPANISHAD - Mantra 2


"Se um homem deseja viver uma centena de anos sobre a terra, deveria realizar rituais por toda a sua vida. Se alimentas tal desejo e consideras teu próprio ser como sendo o teu corpo, para ti não há outro caminho pelo qual devas caminhar, a não ser a pratica de rituais."

Digitado por Dila Luna Matos
Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net

sábado, 8 de maio de 2010

ISHA UPANISHAD - MANTRA I


"Tudo isto, todas as coisas que existem dentro deste mutável universo, ocultam o Senhor. Guarde o seu Ser pela renúncia. Não cobices as riquezas desejadas pelos homens."

Digitado por Dila Luna Matos
Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ISHA UPANISHAD



Introdução de Shankaracharya

"OM. SAUDAÇÕES AO BRAHMAN!

Os mantras iniciais da Ishavasya Upanishad, não devem ser usados em ações ritualisticas, porque eles revelam a verdadeira natureza do Atman, o qual não pode ser atingido através do resultado de nenhuma ação. Presentemente será dito que o Atman, em sua real natureza, é puro, sem mácula, não dual, eterno, incorpóreo e onipresente; portanto, conhece-lo está em conflito com o trabalho. por esta razão, é certo dizer que os mantras da Isha Upanishad não devem ser usados em ações ritualisticas.

Além disso, de acordo com o que foi dito acima, o Atman não pode ser associado à ação, porque não é algo que possa ser tocado, criado, ou produzido através de processos de transformação ou purificação.

O objetivo básico das Upanishads é determinar a verdadeira natureza do Atman; O Bhagava Gita e outras escrituras tem o mesmo enfoque, a mesma visão sobre o homem e sua Libertação.

Ações tem sido prescritas nas escrituras visando atenter aqueles que associam ao Atman, as caracteísticas de multiplicidade, prazer, impurezaa, etc.

De acordo com aqueles que são competentes para determinar quem poderia executar trabalho, e quem não poderia, aquele que procura o resultado da ação-resultado visível sobre a terra e invisível, para ser desfrutado nos céus e aqueles que dizem para si mesmo: "Eu sou duas vezes nascido e livre daqueles defeitos como a cegueira, que desqualificam as pessoas para os trabalhos sacrificiais", são habilitados para realização de trabalhos.

Portanto, os mantras da Isha Upanishad revelam a verdadeira natureza do Atman, destruindo a natural ignorância implicada nesse processo. Os mantras também produzem em nós o conhecimento da unidade do Atman, cujo o significado consegue desarraigar a desilusão, o pesar e outras caracteristicas do Samsara.

Aquele que é capaz de desembaraçar a si mesmo da desilusão do Samsara, criado pela ignorância, e obtem a Suprema Graça, está à altura de ler esta Upanishad. A verdadeira natureza do Atman é o seu conteúdo subjacente desta escritura é habilitar o leitor para atingir o conhecimento da unidade do Atman e de Brahman e, por outro lado, destruir o pesar e a desilusão resultante da ignorância.

Agora, apresentaremos os mantras."

Tradução integral

"OM purnam adah purnam idam
purnat purnam udacyate
purnasya purnam adaya
purnam evavashisyate

OM, SHANTI, SHANTI, SHANTI"

"OM
Aquilo está pleno, isso está pleno,
o pleno vem do pleno.
Tirando-se o pleno do pleno,
resta o proprio pleno.
OM. PAZ, PAZ, PAZ!"

Digitado por Dila Luna Matos
Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PRASNA UPANISHD





Invocação

“OM...
Possamos nós, Ó deuses, ouvir com nossos ouvidos o que é auspicioso!

Possamos nós, Ó adoráveis deuses, ver com nosso s olhos o que é bom!

Possamos nós, com membros e corpos fortalecidos, cantar louvores e desfrutar da vida que nos foi dada por Prajapati!

OM...PAZ! PAZ! PAZ!.”

A Prasna Upanishad pertence à seção do Brahmana do Atharva Veda.

Extraído do livro As Upanishads de Carlos Alberto Tinôco
Imagem da net

terça-feira, 13 de abril de 2010

YOGA, CICLO FEMININO E TPM



imagem do site:http://kamakhyamandir.org




Matéria destinada às mulheres e aos homens que querem entender um pouco mais sobre o mundo feminino.

Asanas e pranaymas ajudam a mulher a entender melhor seu corpo

por Rosine Mello

Hoje considerado como indesejável por muitas mulheres modernas, o ciclo menstrual era um tempo feminino sagrado em muitas tradições antigas. O Yoga, por aumentar a sintonia da mulher com seu próprio corpo, pode ser um aliado tanto na TPM, como durante a menstruação, equilibrando as emoções e aliviando as incômodas cólicas.

Todas as linhas do Hatha Yoga têm o mesmo efeito sobre o organismo feminino: a mulher começa a entender melhor o seu corpo, a senti-lo, tem um contato maior com a totalidade do eu, cria maior conexão com a Terra, desperta a sabedoria ancestral. Os asanas (posturas físicas) e alguns pranayamas (exercícios respiratórios) estabilizam as emoções, tonificam o fígado, equilibram o sistema endócrino e, assim, ajudam a regularizar o ciclo menstrual.


TPM

A regularidade do ciclo menstrual e a TPM estão muito ligadas ao nível de estresse da mulher. Às vezes ela fica tão desequilibrada emocionalmente pelo acúmulo de atividades que exerce que isso afeta o seu ciclo - pode ocorrer um atraso, um adiantamento ou a menstruação simplesmente não vem. Os asanas de flexão para trás, torções e inversões ajudam a acalmar o sistema nervoso, revitalizam os órgãos abdominais e o sistema endócrino e são recomendados para antes da menstruação.


Durante o período menstrual

As recomendações para mulheres no período menstrual, tanto já praticantes como as que querem começar a praticar são:


Evitar práticas intensas. Não tente aprofundar ou melhorar seus asanas, evite as inversões e as flexões para trás intensas.
Relaxar completamente em cada asana. Deixe o abdômen solto, direcione a respiração para as regiões mais incômodas, que geralmente são o abdômen, cabeça e pernas.
Para as que sentem muitas cólicas, asanas sentados com flexões para frente (de preferência com um apoio pressionando o abdômen)são indicados, assim como a postura da criança(balasana. O supta badha konasana, com almofadão e cinto, também ajuda a melhorar o desconforto.


O Yoga desperta a consciência corporal, então aprenda a escutar o que o seu corpo diz. Por isso, caso você sinta que seu corpo pede relaxamento durante o período menstrual, descanse.

Núcleo de Yoga Shanta.
www.shanta.com.br

Pesquisa:
Brasileiras e TPM

Não sofrem - 36%
TPM leve - 29%
TPM moderada - 27%
TPM intensa - 8%

Fonte: "Vencendo a Tensão Pré-Menstrual", de Mara Diegoli, Angela da Fonseca e Carlos Diegoli

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SADHANA




O Sadhana é um convite para passar três dias num ambiente saudável e prazeroso, proporcionando autoconhecimento e aprofundamento nas várias vertentes do Yoga e sua filosofia.

Para ajudá-lo a chegar ao Sadhana a agência parceira,
América do Sol preparou tarifas aéreas exclusivas. Descontos de até 20% nas tarifas web. Entre em contato e confira:



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tel: (48) 3224-7707 ou (11) 2824-6763
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• Acro Yoga • Ashtanga Vinyasa Yoga • Ayurveda • Dança Indiana
• Hatha Vinyasa Yoga • Mantras Védicos • Meditação Zen • Nada Yoga
• Satsang • Show de música indiana • Thai Yoga • YogaKids



Com presença de Dra. Adriana Pissetti, Andrea Portto, Andrea Priori,
Ananda Jyothi, Camila Reitz, Carina Palackapilly, Dany Sá, Diego Hauptman, Jamile Ansolin, Juan Pablo Restrepo e
participação especial de Monja Coen.


Aproveite os descontos para inscrições até dia 22 de Abril!

Faça sua inscrição on-line na loja Devi:
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Confira a programação completa e saiba mais em
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Informações:
sadhana@devi.com.br
Tel. 55 (48) 3333-0670

terça-feira, 6 de abril de 2010

EMOÇÃO




Palavras sobre emoção dita pelo Swamiji Sivananda

A emoção é um poder motriz, como o vapor de um motor.

Ela ajuda em sua evolução. Se não fosse a presença da emoção, você teria passado para um estado de passividade ou inércia. Ela dá um impulso para a ação ou movimento. É um benção. Mas você não deve se tornar uma pessoa presa das emoções; não devem permitir que o iludam. Você deve permitir que elas surjam lentamente e que amainem silenciosamente no oceano da mente.
Há certas pessoas que gostam de ouvir novos eventos sensacionais apenas para iniciar suas emoções; elas vivem de emoções; caso contrario, sente-se muito entediadas. Isso é uma grande fraqueza.

Do livro: O livro de Yoga completo e ilustrado de autoria do Swami Vishnu-Devananda

MAIS UM ESPAÇO DE YOGA E AFINS




É o dia do primeiro passo.
Passo de Abertura do Espaço Hermógenes de Curitiba.
Este sábado, 10 de Abril, das 08 às 16 horas.
Atividades Gratuitas: Yoga, Meditação, Música e até frutas...
Traga seu pai, sua mãe, seu amigo, sua amiga, o vizinho, todo mundo...
Diversos horários de ativadades!
Quem se matricular, ganha até livro do Prof. Hermógenes de graça.
Quer saber como chegar? www.hermogenes.org

recebido por e-mail.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

FEIRA DOS CAXIXIS




Fotos: Renato Vandek




Em Maragojipinho, distrito de Nazaré (Bahia) que não é das farinhas, deram esse apelido por ter muito vendedor de farinha de mandioca, mas, a farinha que dizem ser de lá, é na verdade, de São Antonio de Jesus. Todos os anos na Semana Santa acontece à feira dos caxixis (miniaturas de cerâmica utilitária ou zoomorfas), a maior festa feira de cerâmica do nordeste, começa na quinta-feira e termina no domingo de páscoa.
Maragogipinho é o maior pólo de cerâmica do norte e nordeste do Brasil, suas peças são inconfundível, com característica própria da região, são banhadas com Tauá (engobe feito com argila amarela rica em oxido de ferro, depois de queimada fica vermelha) para acentuar a cor vermelha das peças, polidas depois de secas e desenhadas com Tabatinga (Argila branca bem macia encontrada em rios e lagoas), fazendo o contraste do vermelho com o branco.
Na feira dos caxixis se encontra de tudo, oleiro fazendo seus trabalhos nos tornos, roda de capoeira, roda de samba, vendedores mercando suas artes e muita comida e bebidas, é uma feira/festa muito bonita.

terça-feira, 30 de março de 2010

CERÂMICA





Quimera - criatura mítica numa pintura duma jarra grega.
A cerâmica proporciona uma grande e importante união com o passado devido a sua durabilidade e uso difundido. Ânforas decorativas, tigelas, copos e garrafas para óleo são o melhor meio de sobrevivência da pintura grega, assim como os cacos de louças e a distribuição deles nos proporciona um registro de antigas rotas de comércio.
A pintura em cerâmica começou a crescer durante o período geométrico dos séculos VIII e IX a.C. Seus padrões gregos inconfundíveis, desenhos abstratos e figuras foram muito populares. Mais popular ainda foi o estilo coríntio dos séculos V e VI a.C. As negras figuras geométricas coladas foram substituídas por cenas de pessoas e animais cheias de cor e significados, quebrando com as decorações florais, provavelmente inspiradas na arte do Oriente Médio.
A cerâmica coríntia terminou seu domínio no mercado com o surgimento das figuras negras atenienses (posteriormente figuras vermelhas), ambos os trabalhos do mesmo período. Os desenhos decorativos foram trocados por cenas míticas ou cotidianas, e o acréscimo de detalhes lhes proporcionou profundidade e realismo.

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